quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um dia depois de natal..


Natal.. ruas estão vazias e todos dentro de casa. Alguns dormindo, outros ainda festejando. Hoje parece um Domingo de Filmes e boa disposição! Pensando bem, já não reconhecia o que era estar com a família toda em casa e todos fazendo actividades diversas, cada um ao seu jeito procurando descansar de uma noite inteira de dança, boa disposição, boa comida e excelente convívio... Adoro a diversidade de poder partilhar com a família!

Feliz Natal para todos e que passem uma excelente véspera de fim de ano..

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ritmos latinoss..

Ritmos latinos para os meus ouvidos. Não é estranho que nesta altura do ano comece a lembrar-me das festas próprias do natal no meu pais. Convívio, dança, música, diversão e boa disposição são apenas alguns dos melhores ingredientes indispensáveis. Natal, sinónimo de boa comida, férias e de excelentes momentos com os amigos, família e incluso vizinhos.. Ruas com espírito natalício.. Luzes, fogos de artificio, crianças ilusionadas com o menino jesus.. Natal, momento para juntar toda a familia e fazer entre todos as "hallacas", "torta negra", "dulce de lechoza", "ensalada". Todos saem de férias e acabam ciclos importantes nas suas vidas. Os jovens vivem ao máximo o lema "Diverte-te!!" Os trabalhos de casa todos têm a ver com o natal. Tento procurar os meus melhores momentos e começo a perceber que há imensa coisa que perdi não estando no meu pais. Sol e praia o 1º de Janeiro ao som de uma salsa, um merengue ou um BOB MARLEY. Subir as montanhas de "Ocumare de la Costa" com amigos, familiares e conhecidos. A partilha e a boa disposição é sem dúvida o que mais estranho nesta altura do ano..

Agora me preparo para uma viagem dentro de três dias para Zaragoza, procurando a mesma emoção e diversão característica desta altura do ano ao lado da minha família. De uma coisa tenho a certeza, boa disposição não faltará...



Ay mama, la música está sonando...

Ay mama, la rumba me esta llamando..

sábado, 13 de dezembro de 2008

A desesperar...


Há preparações para exames que custam o dobro daquilo que nós pensamos.. o custo da resposta desejada vai muito acima daquilo que por natureza podemos dar. Noites a estudar, pensamento sempre constante nas linhas sublinhadas a cores dos meus apontamentos. Linhas curtas, frases longas, interpretações profundas... pormenores que entram e facilmente saem da minha cabeça. Algumas coisas básicas facilmente compreensíveis, outras nem por isso. Pergunto-me se o Psicólogo na vida real precisa de ter tanto na sua cabeça para ser um bom psicólogo? Questiono-me e ponho em causa o ensino.. questiono-me e ponho em causa as verdadeiras grelhas que devem guiar as competências de um bom psicólogo. Matérias com mais de 300 folhas para estudar, mais de 3 cores para sublinhar, mais do que uma rede neuronal a funcionar... e mesmo assim resulta extremamente agitador acompanhar o raciocínio dos meus apontamentos. Lentidão no processamento de informação.. Uma célebre frase da professora/psicóloga perante as dificuldades de uma paciente que não conseguia concentrar-se no seu estudo: "Deixe de estudar! Se não consegue estudar, deixe de estudar!!!". Encontro-me neste ponto da percepção das minhas futuras competências enquanto psicologa. Foi precisamente isso o que acabei de fazer.. deixei de estudar para pensar que afinal de contas será melhor ideia voltar a estudar!

sábado, 29 de novembro de 2008

A chuva..

Os dois dias consecutivos de chuva anunciam que o Inverno já chegou; dias deprimentes que parecem prolongar-se. Dias de chuva fria que batem e contemplam às janelas inquietas da minha alma ao destilar água. A luz que aquece e o frio inóspito do Inverno começam mais cedo. Sólido como pedra, todos nós conhecemos… é o frio perfeito para mais um momento na cama. Um excelente companheiro para quem não tem mais nada para fazer que contemplar um sonho profundo inesperado. Sem dúvida, o frio faz-me sentir mais velha, com ele não me apetece fazer absolutamente nada. Nesta altura o frio faz o seu melhor com todos nós, incluso com as árvores… Contemplo nas ruas as árvores despidas e parecem ter firmeza, fortaleza e frieza. Vejo a tristeza delas, vejo como ficam desprovidas das folhas que estiveram alimentando-se das suas raízes e vejo como as mesmas folhas são as que alimentam essas raízes. Tudo faz parte de um belo ciclo. As árvores aguentam até as piores adversidades.. Pensando bem, aguantam como nós o estado inútil do frio e continuam aí, agarradas ás suas raízes e crescendo. Elas aprendem como nós que há outras formas de sobrevivência… 

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Reflexos de um delicado beijo..

 
… falta-me a frase para melhor começar.. penso nos dias e nos ápices da nossa relação. Penso e não encontro as palavras precisas que possam descrever o que significa estar contigo a cada instante. Há algo de extraordinário neste minúsculo mundo que nos separa. Telepatia? Coincidência? Casualidade? Não sei.. Apenas acredito que precisamos muito pouco ou quase nada para poder sentir-nos um ao lado do outro. Respiro contigo ao mesmo ritmo.. Respiramos um do outro e sentimos a articulação do nosso diafragma com cada milésimo de segundo. Momentos curtos, cronometrados mas completos; minutos que adormecem na lente da memória e segundos que guardam os traços de um rosto e um olhar sincero penetrante. Estás sem estar e estás porque queres estar. Estas em cada despertar, cada hora do dia e em cada pensamento de maior felicidade... Nesta particular forma de “estar” por vezes surgem os reflexos de um delicado e cuidadoso beijo. Um beijo em tempo real que conjuga a afabilidade de saber beijar e expressar o afecto por alguém. São beijos à medida estreita que acoplam o sentir do côncavo e do convexo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sonhar acordada...


Fecho os meus olhos e na transparência de um dia quase esgotado entrecruzo-me com linhas incompletas; um desafio ainda por cumprir da minha grande amiga Zlati. Uma chávena de chá e uma fatia de bolo são os meus acompanhantes predilectos nesta travessia pelos meus pensamentos e desejos mais íntimos. Tento numerar apenas aqueles sonhos que serão mais significativos e sinto dificuldades. São muitas coisas as que eu adorava poder fazer, dizer ou tal vez chegar a ser. Encontro-me tentando numerar aquilo que seria um exercício fácil de se fazer. Encontro-me sonhando acordada com o calor dos meus pensamentos e a subsequente evaporação das gotas de água à volta da minha chávena de chá. Pensamentos que ganham uma outra dimensão e é desta maneira perfeita que surgem os meus 8 sonhos mais desejados de se tornarem realidade. 
1. Quero ser uma excelente profissional – fazer e fazer bem aquilo que sempre quis fazer. Dar consultas psicológicas e se for com crianças ou adolescentes melhor ainda.
2. Quero ter meu consultório (pode ser na associação com outros psicólogos ou profissionais de saúde).
3. Quero aprender italiano e viajar por toda Italiana. Já estou a trabalhar na concretização deste sonho. Para além disso, gostava imenso de viajar por toda Europa, ilhas do Caribe (especialmente Barbados), Índia e Tailândia.
4. Quero aprender a tocar guitarra.
5. Quero casar com a pessoa que amo – constituir uma família sobre pilares fortes de amor incondicional, compreensão, tolerância e ter dois magníficos filhos (uma rapariga e um rapaz) – os nomes ainda não sei, depois vê-se Zlati. Ahahaha…
6. Quero voltar algum dia ao meu país e recorrer todos os passos da minha infância.
7. Quero subir à cima de uma montanha, gritar e sentir o eco da minha voz seguida por uns sorrisos cúmplices.
8. Por último, quero aprender a transmutar qualquer negativismo e ser feliz desfrutando ao máximo da minha vida profissional, familiar e pessoal.
9. …. 
Quem não sonha não vive intensamente o seu dia-a-dia.. Adoro sonhar acordada!

sábado, 22 de novembro de 2008

Memória Vs Odor


Muitas experiências têm uma curta duração, mas podem muito bem ter efeitos duradoiros. O melhor em alguns casos ou pior noutros é que certas experiências do presente podem transportar-nos para essas memórias perdidas com apenas um abrir e fechar de olhos. Muitas vezes, acontecimentos que julgávamos perdidos para sempre ressuscitam provocando frequentemente emoções muito vivas e poderosas. Uma coisa tão simples como certos cheiros e aromas podem transportar-nos instantaneamente para o passado, levando-nos a recordar e a reviver arrebatadamente os sentimentos associados a esse odor particular da nossa infância.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Trabalhar sob pressão..


Detesto ter que trabalhar sob pressão. Detesto fazer trabalhos e ter que estudar com uma bomba de tempo às minhas costas.. Quem me conhece sabe perfeitamente que para conseguir fazer as coisas bem preciso do meu tempo e do meu espaço. Preciso concentrar-me sem estar preocupada com mil coisas – detesto pensar que não há outra forma de se realizar as coisas que não sejam sempre com o stress que caracteriza à maior parte dos indivíduos nesta sociedade. Levamos ritmos de vida diversificados, isso é certo.. devemos estar à par de muitas coisas em simultâneo, mas devemos estar conscientes que tudo tem o seu limite. É nestas alturas que me questiono se os resultados académicos e profissionais seriam os mesmos se de facto se incentivassem outros princípios de estudo e realização. Concordo plenamente com o “trabalho” e a “avaliação” mas até que ponto estarão a avaliar efectivamente às capacidades e os conhecimentos dos alunos? Até que ponto a percepção que temos do nível de exigência não terá mais a ver com a própria impossibilidade de organizar o tempo e não tanto com os conteúdos programáticos e estruturais de cada cadeira? E ainda por cima encontramos aqueles professores que ficam à espera que assistamos as aulas com entusiasmo (mesmo quando não estamos a conseguir acompanhar o seu ritmo). Tantas coisas para fazer e basta apenas questionar-se e ver de que lado está inclinada a balança..  

domingo, 16 de novembro de 2008

Saudades..

Ontem voltei a reconhecer aquela doce sensação de ter uma animal de estimação em casa.. é curioso como nós (seres humanos) não conseguimos deixar de socializar em nenhum momento. Sempre arranjamos formas alternativas de passar algum tempo com alguém. Sim, por uns minutos lembrei-me o que era descer as escadas da minha casa e sentir alguém à minha espera; sempre no mesmo sitio e com o mesmo entusiasmo. Não existia um único dia em que não me sentisse alguém importante para aquele ser.. Sempre fazia uma festa ao chegar alguém à casa. Pela sua constituição física todos tinham medo de se aproximar, mas era extremamente expressiva e possuía um olhar vigoroso. Brincalhona como ela só existia uma, a minha "linda". Verdade seja dita, quando temos animais de estimação parte do nosso tempo passa ao lado deles; na sua companhia, no aprender em conjunto, nas brincadeiras que as vezes não têm fim.. é ter um óptimo estado anímico sempre!! As experiências que vivemos com eles vão aos poucos tornando-os parte importante nas nossas vidas. Senti saudades das minhas lindas Doberman’s ao ver a minha amiga com o seu Husky Siberiano. Que saudades.. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Adoro a nossa dança...



Com uma rápida e justa flexibilidade muitas pessoas são capazes de dizer: “estou apaixonado(a)… de ti” sem saber o que isso realmente significa.. Penso que é por isso que existem cada vez mais corações solitários que esperam encontrar alguém capaz de compreender o que isso significa. Mas será que nós (seres humanos) sabemos o que significa estar apaixonados? Será este termo relativo? Por mais ridículo que possa parecer, penso que estar apaixonados não é o mais difícil; reconhecer e agir em função dessa “paixão” é o que pode ser mais difícil para alguns. Quando sentimos que estamos apaixonados devemos complementar e dar um sentido diferente às nossas vidas. Devemos aprender a regular e a integrar as nossas emoções (tanto positivas como negativas); isto de modo a que na nova matriz relacional exista um funcionamento parcimonioso. É como um TANGO – uma dança que resulta harmoniosamente equilibrada quando dois estão em sintonia. Será que todos encontramos um bom parceiro(a) para dançar? Penso que são inúmeros os factores que cada um pode privilegiar num parceiro(a) e não pretendo ser reducionista ao apresentar a minha lista de critérios. A questão que se coloca é: como saber se estamos realmente apaixonados(as)? Considero que há timings na relação que vão permitir chegar a essa indicação. Basta apostar eficazmente na relação.. Há experiências na diáde que vão perfeitamente configurar a emoção e a representação que vamos ter do outro. Uma configuração que nem sempre apenas depende de nós e da matriz em que estamos mas também da nossa querida amiga a “oxitocina”. É da associação de múltiplos factores que surge aquilo que muitos chamam ou designam “paixão”. Eu particularmente me atrevo a dizer que a partir do momento em que, metaforicamente, não somos capazes de dançar bem com o nosso parceiro, a “paixão” começa a diminuir e/ou incluso morrer.
Adoro dançar contigo…
Sempre nel mio cuore!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Have a little faith in me..

When the road gets dark
And you can no longer see
Just let my love throw a spark
And have a little faith in me
And when the tears you cry
Are all you can believe
Just give these loving arms a try
And have a little faith in me
And
Have a little faith in me
Have a little faith in m
eHave a little faith in me
Have a little faith in me
When your secret heart
Cannot speak so easily
Come here darling
From a whisper start
To have a little faith in me
And when your backs against the wall
Just turn around and you will see
I will catch, I will catch your fall baby
Just have a little faith in me
Sung over fade:
Well, Ive been loving you for such a long time girl
Expecting nothing in return
Just for you to have a little faith in me
You see time, time is our friend
cause for us there is no end
And all you gotta do is have a little faith in me
I said I will hold you up, I will hold you up
Your love gives me strength enough
So have a little faith in me

"Há dias em que precisamos ouvir músicas como estas.."

domingo, 9 de novembro de 2008

Persistência..

 
Persistência é o que nunca deve faltar. Neste dia de Inverno frio estaladiço cessam os “Não sei”. Que deprimente quando acordas de manhã pensando naquilo que queres e de repente surge um GRANDE “não sei” – fartei-me disto, fartei-me de dizer “não sei” ao que pode ser um GRANDE “sim”. Como nas grandes coisas na vida, tudo depende de tudo.. Como resolvo o paradoxo quando de facto não se encontram respostas diferentes a um “não sei”? Neste Inverno o meu corpo frio fica submerso na queda de água quente da minha imaginação; os problemas que me levam a dizer “não sei” são agora Icebergs que se derretem e fluem como um rio. São muitas as possibilidades que dissipam a resposta, mas desta vez a minha resposta é apenas uma. É desta vez que quero dizer “SIM”; não quero desistir e não pretendo baixar a cabeça fazendo de contas que não interessa. O meu melhor lema agora é seguir em frente…

sábado, 8 de novembro de 2008

Solidão..

 
A solidão toca novamente à minha porta.. os pensamentos mergulham no silêncio de um Inverno quebradiço. Os dias passam e com eles a sensação de lentidão permanente. Minutos que adoram morrer coadaptados à uma única perspectiva. Solidão, perfeito momento para encontrar a perspectiva perdida.. Tempo, preciso de ti.. preciso que acabes sem eu me aperceber e que comeces esperando algo mágico no fim! Tempo na desorganização coerente do meu estar. Silêncios.. uma mente escura. Súbitos segundos de coeso silencio com súbitos fios brancos desgarrando e limpando a escura sensação da velocidade do tempo. Presente que obriga estar mais atenta aos sinais e movimentos desconhecidos. Ponto de ebulição na solidão que toca harmoniosamente no tempo..

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Stand by me..

Por vezes não é preciso dizer muito. Basta estar presente e fazer-se sentir. O tempo faz e o resto nem sempre funciona. Por vezes perdemos seres queridos importantes; perdemos pessoas que são únicas, pessoas com histórias de vida nunca antes ouvidas, pessoas corajosas até o último momento de vida, pessoas que de certeza estarão numa melhor dimensão existencial neste momento. Quando sabemos o que significa "perder" somos capazes de sentir a "perda" dos outros como uma "perda" nossa. Perder - deixar de ter connosco pessoas importantes! Quando pensamos nisso até ficamos arpeados. A frieza está presente e o sentido do dever cumprido também. Almas que se evaporam e procuram o sentido de "não viver". Um dia com sentimentos à mistura; um dia triste e simultaneamente alegre. Ambivalência que existe quer queira quer não..

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

(des) animar..?!?!


Sabemos que não devemos desanimar quando as dificuldades tocam à nossa porta. Como fazer para não desanimar se não sabemos bem como serão os próximos meses da nossa vida? Como não desanimar se pensamos que tudo é possível e as janelas de repente se fecham modestamente? Como conseguir articular tudo da melhor forma possível se não tens orientação daqueles que melhor o poderiam fazer? Como tentar responder às minhas questões de partida? Como tentar ser criativos quando temos a bomba do tempo à nossa espera? Como simplificar o que por natureza já é complexo?

As vezes há pessoas que conseguem facilmente desiludir-nos…

domingo, 19 de outubro de 2008

Mi vieja..

Eres mi gran ayuda espiritual. Donde quiera que vaya tus ojos me guían y tus oraciones me dan la fortaleza que necesito. Hace tres años atrás te dejé en el corredor de tu casa, un corredor que nunca olvidaré. Un corredor atravesado por un jardín con rosas que hablaban para ti; crecían fuertes y hermosas por ti. Eran tus manos y dulces palabras las que cuidaban de aquel jardín. Muchas veces corrí a través de ese corredor, busqué tus calurosos/confortables abrazos y siempre los conseguí. Recuerdo aquel día en el que salí de tu casa y la puerta quedó abierta; salí y dejaste la puerta abierta hacia el corredor que siempre me llevó a ti; salí y sé que dejé un rostro mojado con lágrimas en el alma; salí y sé que dejé un corazón grande (pero muy grande) hecho pequeño! Te dejé pero me llevé los mejores recuerdos que alguna vez pude tener. Te dejé pero siempre te he tenido a mi lado. Te dejé pero con la fiel convicción de que algún día te volvería a ver...
Hace un año atrás mi sueño se hizo realidad, te pude tener, pude sentir nuevamente tus brazos, oír tus palabras y crecer un poquito más contigo. Estuve nuevamente entre tus brazos y recordé parte de mi infancia en tus brazos.. "no los olvidé, continuan siendo los mismos de siempre!" - pensé entonces. De hecho, continuaban siendo los mismos brazos que muchas veces me supieron confortar y guiar por senderos de grande sabiduría, tolerancia, paciencia, constancia, dedicación y mucha paz interior. A tu lado conocí el verdadero motivo de vivir; aprendí a vivir cada noche, cada día y cada momento difícil como el mejor de mi vida; aprendí a ser optimista; aprendí que a veces tenemos pruebas difíciles en el camino y que cada uno de nosotros debe hacer de ese camino un sendero más llevadero; aprendí que somos los únicos responsables de la forma como nos sentimos; aprendí que a palabras necias oidos sordos!; aprendí que existen fuerzas acumuladas en nuestro cuerpo que más vale dejar fluir; aprendí que siempre tenemos un "intuito" en todo lo que hacemos, que a veces debemos saber escucharlo y otras vezes saber utilizarlo; aprendí que el pasado es importante pero que más importante todavía es no confundirlo con el presente. Maduré contigo y a tu lado aprendí a vivir feliz con todo lo bueno y todo lo malo que la vida nos dá. Eres y serás "siempre" mi gran apoyo en cualquier momento; eres y serás “siempre” la mejor maestra que he tenido en toda mi vida. Tus bendiciones y tus oraciones me acompañan, las siento todos los dias al levantarme. Te quiero demasiado Abuelita y me alegro que mi sueño nuevamente se haga realidad. Los próximos dias a tu lado jamás los olvidaré! :)

sábado, 18 de outubro de 2008

Um comportamento em dívida de extinção...

 
As vezes sentir coisas que não conseguimos expressar não é completamente um sinal negativo. Alguma vez tens estado nessa situação?!? Alguma vez tens estado com as ideias na cabeça mas com dificuldades em manifesta-las como queres que se manifestem? Meus amigos, sentir e ficar bloqueados não é obstáculo! Podemos encontrar formas diversas para expressar aquilo que pensamos e sentimos. Não tenho dúvidas.. Por vezes encontramos formas mais organizadas, mais giras, bonitas e até originais; isso não retira o verdadeiro valor/significado daquilo que desejamos expressar. Sabemos que isso não resolve o problema/dificuldade de expressar verbalmente o que sentimos ou pensamos. Sabemos isso, mas também sabemos que devemos procurar formas alternativas só com o intuito de conseguir a sua futura expressão verbal. O problema mais delicado deste assunto é que até conseguimos expressar o que desejamos mas chega um ponto em que vemos o ponto de partida dessa dificuldade. Não conseguimos expressar "isto" ou "aquilo" porque necessitamos expressar da melhor maneira possível (dizer as palavras certas, no seu lugar correcto e, tal vez, pensamos que as virgulas e os pontos são todos importantes…); não conseguimos porque aquilo que queremos expressar tem um elevado impacto na nossa vida - não conseguimos porque aquilo que nos causa uma enorme activação emocional psico-fisiológica é precisamente expressar "isto" ou "aquilo". Não conseguimos e então preferimos bloquear... Preferimos procurar um mecanismo que à luz de muitos não seria o mais correcto; um mecanismo que acontece automaticamente; um mecanismo já generalizado há imenso tempo; um mecanismo aprendido e que foi o mais adaptado para dada altura. E agora?!?! Agora começa a não fazer sentido.. Um momento e uma circunstância, tudo leva a tudo... Agora é um mecanismo que quer acabar mas que não consegue, um mecanismo que sabe o que quer e se esquece constantemente do que não quer. Seria tudo mais simples se nunca tivesse sido uma alternativa, seria tudo mais simples se o que agora é evidente não tivesse desfechos do tempo..

terça-feira, 14 de outubro de 2008

The Mirror Maze..

Passamos a vida correndo, as vezes parece que tentamos fugir e outras vezes parece que procuramos aproximar-nos do que é impossível. Queremos tanto satisfazer as nossas próprias necessidades egocêntricas que acabamos vivendo num autêntico circo! Sim, um circo em que todos fazem exactamente o mesmo. Todos são actores do mesmo filme. Somos reflexos dos outros e até nos assustamos quando olhamos para o espelho e vemos o que vemos. Nos surpreendemos com as acções que os outros constroem e ficamos desorientados quando somos capazes de as fazer. A grande virtude para alguns é que conseguimos ser auto-suficientes, conseguimos ser capazes de seleccionar da panóplia de estratégias (desenvolvidas no percurso da nossa vida) maneiras mais produtivas para lidar com o desconhecido. Afortunadamente ou desafortunadamente quando não temos recursos, simplesmente procuramos criativamente como responder à pressão imposta socialmente para a sobrevivência. Não estamos sozinhos neste circo, sempre há “jogos sujos” que devemos aprender a gerir enquanto todos ficam a olhar para nós.
Audácia, simpatia, criatividade e um bom sentido do humor são ingredientes que nunca deveriam faltar no nosso repertório subliminar face ás dificuldades. Estou cada vez mais convencida disso. . .

domingo, 12 de outubro de 2008

Corresponder..


As vezes as palavras saem quando precisam de ser ouvidas, as vezes saem sem previa justificação, as vezes saem porque simplesmente têm que sair, saem porque precisamos pronunciar ou escreve-las. Não interessa a gramática, ortografia e muito menos os pontos e as virgulas que usamos ou deixamos de usar. Para dizer o que sentimos não é preciso formalismos, não é preciso uma hora, uma estação específica do ano nem lugar perfeito. Ser sinceros na nossa relação com os outros e connosco próprios é uma virtude que precisa cada vez ser mais alicerçada. Hoje me propus fazer um exercício discriminativo da minha vontade de corresponder e para isso só bastou questionar-me sobre porque é que eu correspondo?!?

C orrespondo porque nos teus olhos vejo sinceridade e
O bscura é a sensação do tempo que passo sem ti. És como um
R io que me faz fluir num
R egozijo inquietante de sensações viscerais.
E xcepcionalmente “TU”
S uaves são teus
P ensamentos, os que acariciam humildemente
O verdadeiro sentido de “querer”
N ada mais profundo que cada palavra suscitada pelo
D etalhe impresso dos teus lábios.
E stás em cada dia e em cada noite; és momento passado, presente e futuro.
R evelador é o momento quando meus olhos são capazes de corresponder à intensidade do teu querer.
"Todos somos capazes de amar, não tenho dúvidas!! Mas amar e ser correspondidos é um quesito indispensável difícil de encontrar"
Amar e ser amado é lindoooo…

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Espelho Emocional..

Dança que não depende dos que estão à minha volta... Sou o máximo reflexo daquilo que sentes. Espelho emocional que vê linhas de um caminho com percursos diferentes. Espelho com um ténue reflexo que se perde na imensidade de olhos grandes e horizontes alargados. Tal vez palavras à mais que não expressam o vazio dos olhares perdidos. Desde “fora” não é nada; desde “dentro” os olhos captam a sujidade nas janelas da alma. Acções que não defendem nada, acções que não falam, acções que não são suficientes quando tudo está aparentemente perfeito. Intuitivamente começo a perceber a complexidade dos meus pensamentos solitários imunes.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Resíduo de palavras..

É aquele silêncio rotundo que separa. É essa distância que se estabelece cada vez que tento aproximar-me. São muros de silêncio que se criam. Muros que as vezes não consigo perceber! Muros coercivos, compactos e nocivos que paralisam… muros que deixam rastos. Agora, antes e depois… passado, presente e futuro. Uma constelação de tempos remotos que trazem confusões entre questões resolvidas e outras ainda por resolver. O ar quente que respiro neste dia de chuva é apenas resíduo de palavras recicladas. Olhos que aguentam, olhos em água – ácido que queima na sua constante metamorfose, ácido que controla a expressão de cada minuto, de cada segundo. Emoção de "ontem" convertida em expressão de "hoje". Gelo que com a distância rompe o peso de um percurso.

domingo, 5 de outubro de 2008

Previsibilidade vs. Manipulação

 
Cada pessoa tem a sua própria forma de estar, de ser e de conviver. Cada pessoa adopta maneirismos diferentes ao tentar fazer qualquer coisa. Há alguns tempos atrás, ainda quando tinha tempo suficiente para “literalmente” não fazer nada, sentava-me nos bancos da rua e ficava a olhar para as pessoas. Ficava tentando passar desapercebida e fazer observações sobre a forma de “estar” das pessoas. Na Espanha vi inúmeras situações que me deixaram a pensar sobre as características de personalidade das pessoas. Passei por idosos, crianças, adolescentes e um variado número de pessoas com diferentes culturas, formas de vestir e de falar... tirei minhas conclusões e, apesar de alguns me chamarem maluca, sou capaz de dizer que aquilo que nos caracteriza numa conversa com qualquer pessoa nem sequer é a própria linguagem. O processo de comunicação é tão complexo que não damos conta da quantidade de informação que passa pelos nossos sentidos e ao mesmo tempo da quantidade de informação que emitimos por cada milésimo de segundo que estamos frente a uma pessoa. Mesmo quando não falamos estamos sempre comunicando alguma coisa. Mesmo quando não falamos se produzem trocas que captamos instantaneamente. Trocas, estas, que vão moldando a nossa comunicação. Todos levamos uma bagagem durante esse processo.. uma bagagem que desencadeia níveis diferentes de intrusividade, sensibilidade e estrutura. Uma bagagem que vai permitir uma harmoniosa dança. Tal como no “Tango”, nesta dança a regulação que fazemos aos diferentes níveis é crucial. Já conheci pessoas claramente frontais, submissas, algumas antipáticas e ainda outras que não consegui perceber. A forma como cada um interage muda de pessoa para pessoa. Depende de muitos factores (quer internos, quer externos). Hoje, na calma dos meus pensamentos comecei a lembrar-me daquelas tardes com temperaturas a mais de 38º graus na Espanha. Provavelmente tudo veio a propósito do meu desgosto pela falta de previsibilidade. Quer pela positiva, quer pela negativa, detesto sentir-me surpreendida!! Detesto surpresas!! Acredito plenamente na nossa capacidade para prever o comportamento e o tipo de emoções que podemos desencadear numa pessoa. Dito com outras palavras, considero que conhecendo a forma de “estar” e de “ser” de uma pessoa, somos capazes de agir para conseguir um tipo de resposta específica. Isso parece manipulação.. eu sei!! Quem me conhece sabe que tento fazer tudo com alguma previsibilidade mas de uma coisa tenho a certeza, seria incapaz de chegar ao extremo da manipulação. Gosto de planificar e orientar o que quero fazer, é verdade.. mas seria incapaz de utilizar a minha sensibilidade (em prever comportamentos e emoções) para manipular e obter qualquer coisa que seja. Detesto a falta de previsibilidade mas detesto ainda mais quem utiliza a previsibilidade para manipular e conseguir seja o que for. Em fim, há comportamentos que não consigo tolerar…

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Pontos vermelhos e amarelos...


Desde sempre pensei que as cores são o meu universo. Falar de cores é uma das coisas mais maravilhosas que existem… O nosso mundo se organiza num arco-íris perplexo cheio de multiplicidades sensoriais. Sempre acreditei no poder (por assim dizer) das energias emitidas por determinadas cores. Nunca tive uma cor preferida (ou melhor dito), nunca tive uma cor que fosse “a minha cor”. Nunca tive um armário apenas cor-de-rosa, azul, vermelho ou verde. Desde que tenho uso de consciência, nunca tive preferência por alguma cor específica. Tal como dizia a minha avó, as cores são vistas e são utilizadas na sua complexa variedade, intensidade e tonalidade - mesmo quando pensamos erroneamente que só preferimos uma ou outra cor. Não é preciso saber quais os diferentes tipos de classificação ou sistemas de codificação existentes. Não precisamos saber que o amarelo, o azul e o vermelho são as cores primarias…. Eu sei que isto parece estúpido mas (se pensarmos bem) podemos deixar este assunto para profissionais com algum propósito para esse conhecimento (p.e: vendedores de pinturas). A verdade é que não precisamos saber muito para contemplar as cores na sua máxima exposição. Tenho aprendido ao longo da minha vida que não precisamos saber muito para conseguir atribuir uma significação pessoal, mítica ou superior às cores. Não precisamos muito porque de forma tendencial nós próprios (por natureza) vamos percebendo que cada dia da nossa vida tem uma pigmentação diferente. Nós próprios vamos percebendo que cada dia se veste com uma cor diferente. Nós próprios vamos expressando-nos e equilibrando-nos através das cores.. Nós próprios vamos convertendo às cores na nossa principal fonte de energia. Disso já não tenho dúvida alguma.. Da mesma maneira que aconselho às pessoas apáticas e tímidas a vestirem-se de vermelho, também aconselho às pessoas turbulentas, extrovertidas e eufóricas para vestirem-se de amarelo. Na minha perspectiva pessoal, estas duas cores completamente antagónicas servem de colírio para os meus olhos. São cores que emitem uma energia extra-polar. É da sua combinação que emergem as minhas sensações inexplicáveis de bem-estar. São pontos vermelhos e pontos amarelos na minha mente, são pontos que convergem e divergem, são pontos que se conjugam harmoniosamente e dão lugar às postas de sol que tanto adoro. Hoje foi um dia claramente com matizes vermelhos e amarelos.

Vermelho – fogo, calor, nobre, impulsividade, paixões, sexualidade, acção, conquista, movimento e actividade. Cor do sangue, conota energia e vitalidade.
Amarelo e Dourado – luz do sol, iluminação, sabedoria, intelecto, diversão, percepção.
Cada um atribui o seu próprio significado...

domingo, 28 de setembro de 2008

O segredo de Amar...




Há uns dias atrás depois de 5 meses juntos, perguntava-me o que é o amor? Uma pergunta que muitos poderão responder das mais variadas formas. Não pretendo ser retórica neste assunto. Sinceramente, após 5 meses posso dizer que sinto o amor como uma profunda necessidade de ser "um" com o "todo", uma necessidade de dissolver-nos mutuamente. Como seres humanos estamos separados da nossa própria fonte. É dessa separação que surge o mais profundo desejo de volver a juntar tudo no seu sítio. Um paradoxo difícil de explicar.. Mas, o que é o amor?!? No seio da minha família, o amor tem sido um dos valores mais valiosos que existem na humanidade. Um valor que não precisa ser demonstrado, um valor que apenas é sentido e cultivado. O amor não tem propósito, não tem fim.. tem apenas uma imensa significação; uma alegria, um êxtase em nós próprios sem qualquer tipo de fins. Não é um negócio, não é um propósito... É apenas um encontro entre a vida e a morte, entre a noite e o dia, entre estar e não estar... De uma forma particular te colastes na minha vida. Estas aqui e agora.. num momento crucial. Te transformas numa doce sensação e compartes tudo o que tens em ti, compartes a vida, compartes o teu "ser" e o teu "estar". Deixas teu ego numa caixinha e representas “tudo ou nada”. Fluis e me fazes fluir. Amas no concreto e deixas o abstracto para outro momento.. Tal como sempre referes (metafóricamente), amas uma flor.. Uma flor frágil. Uma flor protegida e reforçada, uma flor que ao teu lado fortalece. Não é um negócio, não é um acordo.. És um homem consciente e sentes. Ambos sentimos o fenómeno de estar juntos. Estamos tremendamente sozinhos mas tão unidos que somos quase "uno". Não há nada que possa destruir a nossa individualidade. É isso o que mais sobressalta e caracteriza o nosso ser. Ajudamos-nos mutuamente a ser mais livres, sem cadeias, sem apegos... Eu te amo, não posso evita-lo. Não é uma questão de poder ou não amar, simplesmente te amo. O amor é possível assim quanto pode fluir… esse parece ser o segredo eterno de alguns e essa a verdadeira ilusão do nosso coração.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Um momento de pleno silêncio..

Já passaram alguns dias desde que cheguei a Portugal. Alguns acontecimentos importantes se foram juntando. Irresistivelmente à minha vontade de querer escrever pregou-se a um estilo de vida incompatível às novas tecnologias. Os dias de descanso acabaram oficialmente. As saídas, os cafés, as conversas a fio, as confidências, a união que sempre nos caracterizou, o apoio incondicional, o compartir das dificuldades de sempre, o “estar” disponível na sua plenitude.. tudo acabou. A ausência das minhas irmãs já se faz sentir no meu quarto. Começa uma nova rotina, começa um novo percurso, começa um novo desafio de forma individualizada. Cada um procura o seu caminho. Eu sei, têm razão.. as vezes o que mais precisamos é o que dificilmente poderemos voltar a ter. Concordo, ficam-nos as memórias, trajectórias, os acontecimentos, as personalidades e as personagens… fica-nos uma família desfragmentada que tenta conservar a sua essência, fica-nos apenas a necessidade de continuar tentando. Ficam-nos as memórias de sempre, memórias que acompanharão o silêncio dos meus pensamentos. Pergunto-me constantemente qual será o rumo, como serei capaz de dizer NÃO, como serei capaz de dizer SIM; pergunto-me como serei capaz de ouvir palavras que tanto me custa ouvir, pergunto-me como serei capaz ignorar a resposta. Pergunto-me e prefiro não responder agora… Agora não posso, agora apenas sinto a minha criança interna emergir, sinto o seu desconforto, sinto o seu choro, sinto como sente perder, sinto como sente o mundo à sua frente, sinto a sua desorganização e sinto a sua irrefutável necessidade de refúgio..

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Para ti cariño..


As minhas férias já estão acabar. Com elas acaba a contagem regressiva, com elas acaba a agonia de não te ver. Tive medo de não conseguir ultrapassar este desfio. Tive medo mas conseguimos. A distância mostrou-me um mundo inefável que só quero ver contigo, ao teu lado, na tua companhia. Não interessa qual é a distância, não interessa quantos km. me separem de ti, não interessa quanto tempo temos estado ausentes fisicamente. Sabes porque não interessa?! Porque na verdade, sempre tens estado comigo e eu contigo. Criamos pontes (lembras-te?). Pontes que me acercavam a ti. Pontes que só existiam no nosso imaginário, pontes que me cativaram e muitas vezes me impressionaram. Foram pontes que mostraram uma grandeza que só tu e eu podemos conhecer. És minha obsessão, minha doce loucura e meu melhor motivo para “querer” intensamente. Tenho muito de ti comigo.. tenho mais daquilo que possas imaginar. Tenho nas minhas mãos as linhas do teu rosto, debaixo da minha pele guardo as carícias dos teus dedos e nos meus olhos conservo o segredo do teu olhar. Pensando bem, tenho muito mais do que isso tudo no seu conjunto. Tenho todo teu “amor” que me acompanha sempre como perfume. Te adoro. Continuo acreditando que mesmo nos momentos considerados mais difíceis continuamos estabelecendo/construindo relações importantes na nossa vida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

El canto del loco - Eres Tonto!! :)

ADORO ESTA MÚSICA!!!

ERES TONTO!!! ;)) "PARECE QUE ESTA DE MODA IR DE TONTITO"

CANTO DEL LOCO AMAZING VIDEO AND MUSIC!

Esta historia que te cuento es como un grito
Una voz desesperada que grita pidiendo auxilio
Auxilio por no ver nada que me llene en el camino
Auxilio por ver que hay mucha falta de cariño
Me paro y me pregunto por qué no vives
Rodeado de mas verdad y buscando ese equilibrio
que te llene de valor y que te quite del suicidio
No tener que depender para sentirte mas querido
Usando menos el coco y un poquito mas la piel
Ya que somos lo que somos y si no lo quieres ver
Eres tonto!
Si no te gustas es que no estás vivo
Eres tonto!
Eso es algo que nació contigo
Y mañana al despertar, saltar de la cama
Luchar tu mañana, mirar a la cara
Que no debes nada
Eres tonto!
Salir a la calle sin la tonteria
Sacando de dentro entera tu vida
Entera tu vida
Parece que esta de moda ir de tontito
Aparentar ser la persona que siempre tu habias querido
Dime, ¿Por qué no te quieres aunque sea solo un poquito?
¿Por qué no eres tu mismo y no algo parecido?
Usando menos el coco y un poquito mas la piel
Ya que somos lo que somos y si no lo quieres ver
Eres tonto!
Si no te gustas es que no estás vivo
Eres tonto!
Eso es algo que nació contigo
Y mañana al despertar, saltar de la cama
Luchar tu mañana, mirar a la cara
Que no eres nada
Eres tonto!
Salir a la calle sin la tonteria
Sacando de dentro entera tu vida Entera tu vida
Ehh! Eres tonto!
Y mañana al despertar, saltar de la cama
Luchar tu mañana, mirar a la cara
Que no eres nada
Eres tonto!
Salir a la calle sin la tonteria
Sacando de dentro entera tu vida
Entera tu vida

ERES TONTOOOO... ;))

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Perfeição..


Sabemos que não somos perfeitos, sabemos que por mais que tentemos não conseguimos ser perfeitos em tudo aquilo que fazemos. Sabemos que cometemos erros, sabemos que aprendemos deles. Sabemos isso e mesmo assim perseguimos a perfeição… há momentos na nossa vida em que ficamos a pensar no emprego perfeito, na saúde perfeita, na casa perfeita, na comida perfeita, na conjunção perfeita de sabores, na família perfeita, no amor perfeito, no homem perfeito, nas oportunidades perfeitas… Sei que se pensamos nisso ficamos facilmente frustrados, mas que significa ter tudo na perfeição? No outro dia falava com uma amiga e as palavras dela eram bem claras: “sou infeliz por isto e por isto…”. Fiquei absolutamente convencida que não existe absolutamente nada perfeito! As aparências enganam. Dito por outras palavras, há quem tem um emprego e sente-se tão infeliz como aquele que não o tem. Tentar ser perfeitos nos limita e bloqueia a outras possibilidades. Seguimos sempre o mesmo padrão, seguimos a mesma rotina, o mesmo ritmo e sem novidades. Tudo deve estar no seu lugar, espaço e tempo preciso. O pó não pode ter vida própria e a roupa deve ficar no armário. Perde-se tanto tempo nos detalhes. Perde-se tanto tempo procurando uma perfeição que acaba tão rápido quanto sentimos que já não conseguimos controlar tudo. Os dias passam com desafios à nossa porta. A perfeição não existe, é verdade… mas acredito que cada um pode atribuir as suas vidas um significado perfeito.
"Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugná-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é o desumano, porque o humano é imperfeito."
(Fernando Pessoa)

sábado, 6 de setembro de 2008

The Gift..

Há uns dias atrás recebi na minha caixa de correio um mail que falava sobre a criatividade. Depois de ler o seu conteúdo fiquei a pensar por algum tempo no assunto. Não cabe dúvidas que nos dias que correm ser criativos é um dom. Penso que um dos grandes problemas ao qual nos enfrentamos tem a ver precisamente com a dificuldade de dar liberdade a essa parte criativa de cada um de nós. O que é ser criativos? Como desenvolvemos a criatividade? Todos somos seres criativos? Tenho a fiel convicção de que todos somos seres capazes de desenvolver (alguns mais do que outros tal vez) a nossa criatividade. A estimulação ambiental é uma parte fundamental para isso.. não duvido.. mas e que me dizem das variáveis mais internas das pessoas que são consideradas criativas? Compreender as modalidades do nosso pensamento, conhecer os nossos pensamentos acho que é uma variável importante para deixar voar a nossa criatividade.
Considero que uma mente livre de prejuízos, condicionamentos e tabus pode dar espaço (cada vez maior) para desenvolver o dom da criatividade. Quantos de nós, na solidão, nos dias de chuva, nos dias aparentemente mais emotivos, nos silêncios, nos dias de música suave.. etc, etc. não temos realizado as coisas mais maravilhosas que antes podíamos ter feito. Só no fim é que nos apercebemos que fizemos um bom trabalho; um trabalho único, autentico e criativo. Cada um de nós tem uma condição para deixar emergir os pensamentos criativos. Cada um de nós (e mais ninguém) tem que o descobrir… Sou sincera, é na quietude da minha mente, sem esforço, sem perseguição, sem busca do perfeito, sem prejuízos, sem pressões, sem nada... quando consigo compreender o verdadeiro significado dos meus pensamentos, consigo dar ouvidos e como tal consigo compreender o meu próprio processo de acção. Ser criativos implica actuar deixando os nossos pensamentos livres para isso.

É no descobrimento das nossas relações quotidianas que vemos o espelho de quem somos em realidade.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Silent breath.. silent dream..


Hoje quero falar dos sonhos.. fantasias, ilusões da nossa mente? Tenho uma filosofia de vida que me acompanha sempre onde quer que eu vou.. Para mim, sonhar é estar vivo. Quem não é capaz de sonhar é um ser completamente afastado do verdadeiro significado de viver. Quem não é capaz de sonhar é um ser incompleto e carente. Quem não é capaz de sonhar perde uma doce sensação. Perde a sensação de acordar bem-disposto... Eu sei que muitos já terão experienciado essa sensação de felicidade e esse sorriso espontâneo ao acordar. Somos seres perfeitos nesse sentido, não conheço ninguém que não tenha sonhado ou tenha deixado de sonhar sem ter experienciado alguma vez essa doce sensação.
Os sonhos, aqueles que nos acariciam os pensamentos, que nos elevam à cima de uma montanha colorida em verde... aqueles sonhos... Um lugar onde apenas estamos nós, um lugar onde somos capazes de sentir-nos mais vivos, mais próximos de um profundo suspiro, mais completos e mais suaves em cada uma das articulações que compõem o nosso corpo. Inspiramos ar puro e tudo começa. Não sabemos se o sonho é verdade ou é mentira. Vivemos intensamente nessa minúscula borbulha de ar fresco e não conhecemos diferença entre sonhar e viver. Vemos passar pensamentos remotos, vemos como correm por todo o nosso corpo... sentimo-nos tão bem… Não desejo acordar. Será preciso acordar? – Pensamos.
Os sonhos são uma mistura de tudo aquilo que nós somos. São uma espécie de “vive agora e depois veremos”. Pensando nisto entro em colapso mental, não sei até que ponto podemos sonhar ou apenas pensar.. Os sonhos são perfeitos, alguns nos elevam a sítios onde nunca antes estivemos, enquanto que outros pelo contrario nos elevam a sitos onde apenas nós podiamos ter estado. Os sonhos conjugam o nosso verbo em passado mas também em presente e futuro. Os sonhos são um jogo sujo/limpo da nossa mente.. Sonhando podemos respirar e conhecer-nos mais profundamente, conhecer os nossos limites, medos, valores; as nossas melhores potencialidades, atitudes e virtudes.
Nunca deixemos de sonhar!!!

Algumas Fotografias

PARTE 1 (EXPO-ZARAGOZA)

PARTE 2 (EXPO-ZARAGOZA)


domingo, 31 de agosto de 2008

Pasando el Niagara en Bicicleta..

Lamentablemente ayer fue un dia para recordar el resto de mi vida. El concierto por el que tanto habia esperado no fue posible asistir. Motivo tan simple como este "entradas agotadas.." Bueno... seguiré escuchando y bailando Juan Luis Guerra com mi MP3 (lol)


Celebrando en la noche de Juan Luis Guerra :)
Se nos subió la bilirrubina ;))

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Lasanha de Espinafres


Adoro vegetais!! :) Um prato para deleitar-se.. Um óptimo sabor para estas férias!!
Deixo-vos a receita
- 16 laminas de lasanha
- 1/2 kilo de espinafre congelado
- 2 colheres de azeite de oliva
- 100 gr de tocino (o mais magro posível)
- 1/2 litro de bechamel
- 1 Ovo
- Queijo

Modo de confeição:
1. Enquanto se fazen as laminas de lasanha, segundo as instruções da embalagem, coloca-se o espinafre a cozer durante 10 minutos. Este é posteriormente escorregado e cortado em pedaços pequenos. Coloca-se a cebola e o tocino (em quadros) na sarten com duas colheres de azeite. Pode-se deitar também um pouco de alho em pó e condimentos ao gosto. Depois de um par de minutos, quando tudo está bem dourado, incopora-se o espinafre com 8 colheres de salsa bechamel. Mistura-se tudo e deixa-se 5 minutos mais ao lume. No fim, verificar o sal e se necesario condimentar melhor.

2. A montagem é simples, colaca-se uma capa de massa e sobre esta um tercio dos espinafres, colocase bechamel, queijo, fiambre (se quiser) e repetir este procedimento varias vezes. No fim acaba-se com uma capa de massa, bechamel e queijo. Aconselho vivamente bater um ovo e deita-lo por cima de forma uniforme antes de levar ao forno. Deixar 15/20 minutos no forno a 180 graus.
BOM APETITE!! :)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Expo-Zaragoza II (Fotos dos Paises)


Uma rigorosa selecção de fotografias dos Países visitados na EXPO2008. Uma experiência inesquesível :) Ainda falta...

continuará

sábado, 23 de agosto de 2008

Expo-Zaragoza I (Fotos del Recinto)





Hoje foi mais um dia na EXPO2008 de Zaragoza. Uma experiência realmente gratificante.. momento para descansar, momento para conhecer outras culturas, línguas, pessoas e estilos de vida. Às 10h30 a porta do recinto abriu e deu inicio a mais um dia de conhecimento, aventura e entretenimento. Posso dizer que o mais gratificante começa logo desde o momento em que fazes a fila para entrar. Filipinos à minha volta com chapéus extravagantes, Árabes com batas características, Espanhóis com o seu tom de voz bem alto, Franceses com mapas nas mãos, Portugueses falando baixinho, Alemães com bolsos enormes e no meio daquela confusão toda, eu.. fazendo também parte daquela mistura inter-cultural! Identificando-me com uns e não com outros, sentindo-me igual que eles e ao mesmo tempo tão diferente. É quase perfeito poder ver a grande diversidade de culturas num único sítio e tudo ao mesmo tempo. Cada pais tem um aroma, um som e uma luminosidade diferente. Hoje o meu olfacto teve a oportunidade de cheirar os melhores incensos, ervas e especiarias, cheiros que se misturavam com "Parrilla" ao sair de Marrocos e entrar em Uruguai. Luminosidades diferentes, países com matizes mais escuros como os de Mauritânia e outros bem mais luminosos como "China". Pedras de todo tipo em "Tunísia" e esculturas únicas na "Índia". Sensações de arrepio em "Egipto", sensações de relax em "Malásia". Vontades de comer em "Italia" e dormir em "França". Levo comigo o som dos filipinos e o ritmo da Samba dos brasileiros. Levo uma experiência única e as vontades de querer viajar por países como "Indonésia", "Tailândia", "Turquia", "Nepal" e "Índia".

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

I want to be like a butterfly for one day..

Pequena, delicada e frágil.. Asas que se abrem e voltam a fechar. Um abrir e fechar de olhos e já não estas. Vais de flor em flor, vais deixando o teu alimento mais completo e valioso. Vais como se nada te cansasse. Vais deixando o que atormenta, vais largando o passado. Durante segundos ficas distante, quieta e te calas. Toda a costelação de movimentos se paralizam.. um harmonioso abrir e fechar se torna sensível perante os meus olhos. Não sei se consigo ver-te, pareces transparente ou és apenas uma miragem? No silêncio remoto de um clima cálido e espesso voltas a retomar a dança. Uma dança de partida, uma nova dança. O sol se apaga e a semi-escuras começas uma nova viagem indefinida. Lentamente como autentica borboleta partes para sítios onde apenas tu podes chegar.
Não me importava nada ser durante um dia como uma borboleta!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Frozen


As vezes ficamos a saber coisas que preferíamos nunca antes ter sabido.. somos ingénuos ao pensar que estamos num mundo em que tudo pode ser completo. Somos ingénuos por pensar que as pessoas podem ser sempre tal como sempre foram. A verdade é que as pessoas mudam. Algumas mudam para melhor, outras para pior... Todas carecemos de alguma coisa. Somos seres incompletos e defeituosos por natureza. Nunca sabemos se na verdade as pessoas mudam ou simplesmente sempre dissimularam a sua real personalidade. As vezes penso que aquela pessoa que sempre esteve ao meu lado e que me deu em repetidas ocasiões lições importantes, um cálido abraço e protecção é alguém que pode ser um completo desconhecido neste momento. Um ser capaz de fazer coisas inimagináveis e que pese ao seu repentino e anormal comportamento me deixa muito a desejar. Sei que nem todos passamos pelas mesmas circunstâncias, nem todos passamos pelas mesmas situações favoráveis/desfavoráveis de vida, mas sinceramente isso não justifica qualquer comportamento brutal da nossa parte. Agressão não pode levar a mais agressão, violação não pode levar a mais violação, mortes não pode levar a mais mortes.. o ciclo tem que acabar e era boa idea que alguém parasse de responder sempre com a mesma moeda. Gostava de poder olhar para ti e que me dissesses na minha cara se realmente eras capaz de fazer isso. Gostava poder ouvir os teus olhos a falar.. gostava acreditar que é tudo uma peça de teatro. Onde aprendestes a dissimular tão bem? Começo a juntar cada momento e agora tudo faz mais sentido… Gostavas que fosse a tua filha quem estivesse nesse momento à tua frente? Gostava saber se realmente eras capaz de despedaçar a vida de outra pessoa em pró do teu arrebatado ego. Tenho muitas questões cujas respostas só tu me podes oferecer. Gostava saber porque?

domingo, 17 de agosto de 2008

Ice feelings



Há dias em que não precisamos ouvir nada mais! Hoje foi um deles.. a tormenta acalma e volta aparecer quando menos espero. Os pensamentos dormidos e anestesiados com um antídoto quase perfeito parecem já não suportar a dose. É novamente na tendência de um precipício e de picos pontiagudos que decide voltar o mais frio e inquietante reflexo de sempre. Como azeite e agua num copo transparente, como café marcado numa chávena, como açúcar sem sabor, como limão com toque de sal, como relógio em sentido contrário, como flor sem raiz, como água congelada e papel em pedaços. Como sentidos que se perdem e não encontram lugar quente nas imediatas percepções. Sentidos sem orientação. Sentidos com goteiras de água. O dia acaba com a humilde sensação de gesso pulverizado.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Subsistir vs.Viver


Neste momento encontro-me num cantinho de uma grande habitação.. procuro isolar os meus pensamentos daquele torvelinho circunstancial.. procuro simplemente alguma resposta.. Depois de organizar melhor o meu raciocínio, afinal pergunto-me qual é o verdadeiro problema da subsistência? Qual é a fronteira entre a necessidade e o desejo? Subsistir… verbo que não gosto de pronunciar. Será subsistir sinónimo de ganhar o necessário para cobrir as nossas próprias necessidades? Alimento, vestido e vivenda? Não gosto deste termo.. Subsistir, verbo que significa “continuar a existir”; “conservar-se”; “manter-se”. Não pretendo dar uma aula de linguística com isto.. pelo contrario, penso que é absurdo dar uma carácter constante ao acto de viver. Viver, respirar e sentir que estas vivo.. viver porque acordas e caminhas, viver porque o médico diz depois de tomar o pulso que os signos vitais anunciam que estas vivo. Viver porque respiras e és uma massa de moléculas en total sintonia.. viver porque é a vida! Tenho que dizer que viver não é estar vivo.. Vivemos apenas porque temos esse combustível absurdo que nos faz mover por aí?!? Vivemos porque podemos abrir os olhos?!? Vivemos por inercia própria?!? Vivemos com dificuldades ou sem elas?!? Afinal o que é isto de viver? É subsistir?!?

A dificuldade da subsistência surge quando apenas utilizamos as coisas essenciais da nossa vida, alimento, vestido e vivenda, como meio de agressão psicológica. Isto é, quando as pessoas se valem das coisas necessárias como meio de engrandecer-se a si próprios.. Detesto isso.. A nossa sociedade não se baseia essencialmente na distribuição do essencial mas antes na sua exaltação.. utilizam o essencial como exaltação de si próprios. Em que direcção vamos como sociedade?!? É obvio que poderia produzir-se em abundância o alimento, o vestido e a vivenda; tecnicamente é possível. Mas a demanda da guerra é maior. Será brutal contentar-se simplesmente com a distribuição do essencial? Poderia ser assim se descobríssemos no nosso interior que as fontes de vida só existem dentro de nós e que não precisamos mais além do que já temos. Nada, nada mais..

terça-feira, 12 de agosto de 2008

In peace..

Porque não podemos desfrutar de uma segurança perfeita e uma paz plena neste mundo? Será porque estamos todos num plano relativo? Por vezes penso e acabo por concluir que tudo está condicionado pelo tempo e o espaço. Afinal, onde podemos encontrar a segurança plena e uma paz perfeita? Desde o meu ponto de vista, a paz verdadeira e mais profunda é independente das condições externas. A paz verdadeira é a quietude da nossa alma. Se descansamos neste oceano de paz, tudo aquilo que é ruído habitual dificilmente nos pode afectar. Se penetramos no silencio ou na calma, silenciando aquela mente ruidosa, travando os pensamentos e abstraindo os sentidos.. tudo aquilo que representa ruídos, desaparecem. Se vivêssemos em paz.. o mundo caótico de estímulos no qual estamos habituados a estar (os carros, as crianças gritando, o trem passando). Qualquer som não poderá afectar no mais mínimo o nosso estado.

Cada vez estou mais convencida que a paz é o tesouro mais necessário no nosso planeta terra. É o maior dos tesouros em todo o universo. É o factor mais importante e indispensável para qualquer crescimento e desenvolvimento. Só para dar um bom exemplo, é na tranquilidade e na quietude da noite quando a semente brota do solo. A flor abre na profundidade das horas silenciosas. De igual forma, neste estado de amor e paz, as pessoas podem evoluir, crescer nas suas respectivas culturas e desenvolver uma civilização. Se cada homem tentasse trabalhar pela sua própria salvação, não haveria ninguém que pudesse criar problemas. Se cada homem se esforçasse em praticar e alcançar a realização pessoal e colectiva, não tenho dúvidas que a inclinação global da sociedade e do planeta inteiro seria outra e não o conflito. Estou segura que com a paz interna se podem alcançar coisas maravilhosas...
A paz não pode ser mantida à força.
Somente pode ser atingida pelo entendimento - Albert Einstein

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Rosario - No Dudaria

Si pudiera olvidar
Todo aquello que fui
Si pudiera borrar
Todo lo que yo vi
No dudaría
No dudaría en volver a reír
Si pudiera explicar
Las vidas que quite
Si pudiera quemar
Las armas que use
No dudaría
No dudaría en volver a reír
Prometo ver la alegría y
Escarmentar de la experiencia
Pero nunca, nunca mas
Usar la violencia
Si pudiera sembrar
Los campos que arrasé
Si pudiera devolver
La paz que quité
No dudaría
No dudaría en volver a reír
Si pudiera olvidar
Aquel llanto que oí
Si pudiera lograr
Apartarlo de mí
No dudaría
No dudaría en volver a reír
Prometo ver la alegría y
Escarmentar de la experiencia
Pero nunca, nunca mas
Usar la violencia

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

EXPO 2008 - ICEBERG

Uma mensagem de sensibilização.. há uns dias atrás decidi ver o espectaculo que dá cabo da minha cabeça todos os dias à mesma hora de sempre (22h30). Uma mensagem de sensibilização, uma mensagem que não é capaz de chegar a todo tipo de público, uma mensagem com efeitos impressionantes e uma arquitectura extraordinaria. Estou segura que o realizador desta obra é um verdadeiro artista. Deixo-vos aqui os videos que encontrei no YOUTUBE. Cada um é capaz de fazer uma interpretação diferente do espectaculo. Alguns criticam e não atribuem significado, outros simplesmente se aterrorizam e ainda existem aqueles que na tentativa de ver o que está por trás do espectaculo se esquecem que a realidade na qual vivemos actualmente é essa. O nosso planeta esta cada vez mais fragmentado e nós somos os únicos responsaveis disso. Somos observadores supremos do que se passa a nossa volta. A destruição do nosso planeta leva uma velocidade acelerada. Esta fragmentando-se en episódios cada vez mais complexos.. são quadros de uma única mentalidade, de uma única actuação.. Apesar de tudo o que temos feito com o planeta, ele ainda nos dá o seu melhor. Estamos todos a tempo de mudar e produzir câmbios efectivos nas nossas práticas ambientais. Estamos a tempo de introduzir mudanças radicais e evitar que o futuro dos nossos filhos, netos, tataranetos, etc, etc... seja negro e desesperançado. Estamos a tempo.. mas a mudança tem que começar o mais rápido possível.

Parte 1/3 - Iceberg
Parte 2/3 - Iceberg

Parte 3/3 - Iceberg

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Silêncio e Sinceridade...

Por vezes penso que a nossa vida deveria ser suficientemente equilibrada como para comportar a actividade e o descanso, o movimento e o silêncio. Agora penso e sinto saudades dos silêncios. O silêncio é uma fase natural na vida de qualquer um. Tal vez uns vivem em silêncios permanentes, tal vez outros apenas durante alguns minutos. Mas todos em algum momento do nosso dia vivemos em silêncio. Todos nos queixamos que não temos tempo e é verdade... por vezes as circunstâncias tendem a ser complexas, aceleradas, absorventes. Mas também é verdade que existe quem tenha medo ao silêncio, à solidão, ao vazio.. por ter medo fogem dele. Acabam os seus deveres do dia e constroem outros deveres novos.. outras coisas para se distraírem, para se divertirem, para descansar (supostamente). Tudo porque no fundo têm medo do vazio, da solidão, do silêncio.

Deixemos a um lado este medo.. o que é que procuramos? No silêncio podemos descobrir-nos, podemos descobrir o nosso lado mais sensível, puro, assertivo. Podemos deixar que a nossa imaginação alcance lugares extraordinários.. Será que podemos ser capazes de ser um pouco mais naturais? Um pouco mais sinceros? Se desejamos uma coisa não a dissimulemos, não usemos camuflagens, não procuremos mais do que é necessário, não procuremos outras coisas quando na verdade temos tudo que é preciso, não aparentemos legitimidade na nossa afirmação pessoal, não satisfaçamos os nossos pequenos egoísmos. Se temos medo do silêncio, simplesmente não o disfarcemos..
JUST ENJOY THE SILENCE...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Exterior vs Interior..


Qual é o ponto de intersecção? O exterior e o interior é exactamente o mesmo? Por mais que tente procurar uma divisão resulta-me difícil. Desde o meu ponto de vista não existe nenhum ponto de intersecção, não existe um ponto onde acabe o mundo interior e comece o exterior. O nosso mundo interior e o nosso mundo material parecem pertencer ao mesmo contínuo. Com o campo mental e o campo emocional acontece exactamente a mesma coisa. Do nosso campo mental apenas somos conscientes de uma pequena parte, que chamamos a “minha” mente, pensamentos, ideias. No entanto, não existe estritamente nada que separe as minhas ideias dos outros; tudo forma parte de um campo contínuo. Do nosso campo afectivo, aquilo que chamamos de clima afectivo é também uma parte de nós. Uma parte que está em constante comunicação com o mundo exterior. Não há nada que limite a “minha” afectividade da afectividade. É como um mar, um oceano. Nós somos apenas conscientes de uma pequena parte do mar. Toda separação que tentemos fazer entre actividade exterior e actividade interior resulta-me artificial. Tudo aquilo que é externo e tudo aquilo que é interno dependem do lugar em que nos situemos, do lado por onde estamos a ver. Afinal falamos de tudo aquilo que é externo a quem? A NÓS próprios? Todo objecto é externo ao sujeito. Nesse sentido, o verdadeiro sujeito é quem está por trás de tudo. O verdadeiro sujeito existe? Tudo é um objecto. O sujeito é uma não-coisa? O sujeito é algo que está mais além das categorias? Mais além da própria existência das coisas? Se eu me considero um ser constituído pelos conteúdos da minha consciência, posso chegar a descobrir que todos os conteúdos da minha consciência são “eu” próprio. Eu posso ser um aspecto existencial, um aspecto manifesto. E então quem sou eu? Sou Andreina ou sou uma cadeira, uma montanha, um lápis ou uma mesa? Estas coisas todas são conteúdos da minha consciência. A minha consciência se expande cada vez mais, mais e mais.. e toda a distinção que eu tente fazer entre quem sou e quem não, é apenas uma distinção mental, artificial, teórica. Na verdade, a minha consciência abarca aquilo que eu chamo “Andreina, mesa, lápis, cadeira.. ”. A minha consciência é tudo mas o meu corpo é algo que existe dentro dessa consciência. Não é como erroneamente muitos podem pensar, essa ingénua ideia de que “eu sou meu corpo”. Utilizamos esse corpo constantemente como ponto de referência para nos situarmos, para situar os fenómenos, as realidades e obviamente os valores. Mas afinal quem sou eu e quem és tu?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma perdida que sempre vou recordar...

Tentei não chorar a tua partida. Sabes bem que tentei. Não consegui.. eu sei. A minha alma não conseguiu conter o choro. Os meus olhos deixaram correr sobre o meu rostro as últimas gotas de água doce. A minha fonte de lágrimas são de felicidade. Sei que estarás bem, sei que estarás em melhores condições. Sei que finalmente deixastes de sobreviver uma agonia de desespero. Deixastes em mim lembranças das boas e das más.. deixastes em mim a felicidade de teres cumprido a tua misão de vida. Deixastes em mim um sorriso de calma e olhos cativantes querendo nada no meio da incertidumbre. Só lamento teres ido embora sem te despedir.. sempre vou ter comigo o teu sorriso e o teu "mimi" de costume. Serei o teu "mimi" de sempre apesar da distancia que nos separa entre o ceu e a terra. Peço a Deus para que te ilumine nas alturas e perdoe todos os teus erros cometidos. Peço porque tua alma descanse em paz. Peço porque a final de contas eras ser humano como qualquer outro. Peço porque o teu ciclo de vida acabou. Peço pelo teu novo começo..
Avô onde quer que estejas neste momento sei que estarás bem..

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Já em Zaragoza...


.. uma viagem de dia inteiro. 8 horas de carro contemplando paisagens que já não via desde há 7 meses. Uma trajecto com as mesmas curvas e matizes. Um trajecto com as mesmas paragens e estaÇões até chegar ao lugar de destino. Uma cidade cosmopolitana, uma cidade que acorda cedo, uma cidade inspirada num único evento. Uma cidade que se abruma com a chegada de milhares de estrangeiros. Uma cidade com um rio caudaloso (rio Ebro) que nos convida a ficar perto dele. Uma cidade de espectadores nocturnos, uma cidade de semáforos caóticos!!!! ;)) Agora já posso dizer que cheguei a Zaragoza.. cheguei à cidade que me bombardea constantemente de estimulos..

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Finalmente de ferias...


Bem, agora já posso dizer "Estou de Feeeeeeeeriaaaaaaas!!!!"
Que bom é dizer isto em voz alta.. Os exames já passaram, as vontades de estudar até o último momento de exame, a ansiedade de saber na perfeição até a última palavra.. aquele nervosismos sem saber se estas a preparar-te bem, aquela sensação de saber mas de não saber nada.. já isso tudo passou. Finalmente o período de exames passou. Ontem fiz o meu último exame! Agora os livros repousam, descansam nas prateleiras... os livros estão cansados de ser revistos, algumas folhas já foram dormir outras simplesmente deixaram de existir. Agora sou eu que planeia uma viajem, agora sou eu que faço a mala, limpo e organizo. Agora sou eu que também dentro de pouco vou descansar.. Que bom! ;))
"O verdadeiro significado das coisas se encontra
na capacidade de dizer as mesmas coisas com outras palavras"
[Charles Chaplin]

Estou livreeeee (lol)

domingo, 13 de julho de 2008

The union of thought and emotion

Sabemos que há algo de poderoso no nosso interior, mas porque não o conseguimos utilizar?
Penso que cada um de nós tem barreiras de qualquer tipo. Mesmo quando trabalhamos muito com nós próprios e retiramos os obstáculos continuam aparecendo novas barreiras. Por vezes encontramos em nós tantos defeitos que chegamos a pensar que não valemos o suficiente e que nunca o conseguiremos.. Logicamente se encontramos coisas negativas em nós, também as encontraremos nos outros. Precisamos de eliminar barreiras e aprender algo diferente, algo que ainda muitos não sabem. Quando tomamos consciência e compreendemos todo este caótico mundo através de um processo individual, sabemos qual é a direcção que devemos tomar. Todos temos desafios nas nossas vidas. Todos, sem excepção... Ninguém passa pela escola da vida sem encontrar-se com situações potencialmente desafiadoras. Alguns têm desafios com a sua saúde, outros com as suas relações, outros com a profissão, outros são desafios económicos. E por vezes ainda encontramos aqueles que têm desafios em todas essas áreas. Mas porque estes desafios? Quais os obstáculos que podem estar a travar?

Pensemos nas nossas pautas de comportamento, nos nossos problemas, nas coisas que nos travam. Observemos em qual das categorias entram: Será na critica? Será no temor? Será na culpa? Ou será no ressentimento? - Estas são as nossas grandes maestras. Qual é a tua preferida? É temor o que sempre surge? Ou é culpa? És critico ou rancoroso? - É uma combinação entre duas, três ou das quatro?

Segundo alguns autores o rancor é raiva acumulada.. é o resultado quando muitas vezes não expressamos o que realmente sentimos. Não podemos negar os nossos sentimentos. Não podemos ignora-los confortavelmente. As nossas experiências sempre reflectem as nossas crenças internas. Literalmente podemos olhar nossas experiências e determinar quais são as nossas crenças. Pode resultar algo perturbador fazê-lo mas se observamos às pessoas com quem nos relacionamos veremos que todas elas reflectem alguma crença sobre nós próprios. Se continuamente nos criticam é porque provável sejamos críticos com nós próprios ou tal vez os nossos pais nos criticavam muito quando crianças. Todos temos pautas de comportamento que se iniciaram na família, de modo que é muito mais fácil culpabilizar aos nossos pais, a nossa infância ou ao nosso entorno, mas isso simplesmente nos mantém travados. Não conseguimos liberar-nos, seguimos uma e outra vez perpetuando o papel de vitima e os mesmos problemas de sempre, que seguem e seguem repetindo-se uma e outra e outra e outra vez...

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Categoricamente posso fazê-lo...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pessimistas vs Optimistas - De que lado estas tu?!?

Hoje quero partilhar uma história muito particular:

Esta é a história de dois filhos que tinham saudades dos seus pais; perante a mesma situação, um deles reagia com grande pessimismo enquanto que o outro reagia com um marcado optimismo. Ambos foram a um psicólogo e este fez uma pouco de psicologia experimental. Encerrou à criança pessimista num quarto com montes de brinquedos e pediu a esta para que fizesse tudo aquilo que quisesse, enquanto que à criança optimista a levou a um quarto cheio de esterco de cabalo. Quando regressou algumas horas depois encontrou a primeira criança isolada frente aos brinquedos. Perguntou-lhe o que é que se passava e a criança com um olhar deprimido respondeu: "O balaço esmaga as minhas pernas; os cartões do puzzle corta minhas mãos; aqueles contos me dão dor de cabeça e a playstation é uma perda de tempo". Curiosamente, quando foi à segunda criança, encontrou esta totalmente suja, coberta de porqueira até a cabeça. Quando perguntou porque estava assim, a criança simplesmente respondeu: "Eu acho que debaixo desta bosta toda deve estar um cabalo e estou a procura dele!".

É uma história fantástica, quantas vezes somos como aquela criança cheia de brinquedos que vê tudo de forma caótica? Quantas vezes somos como aquela criança que mesmo sem ter brinquedos é capaz de seguir com o mesmo entusiasmo sem perder a fé em conseguir o que quer? Todos somos um pouco como uma destas crianças. Somos diferentes. Temos formas diferentes de olhar para uma mesma situação. São estas diferenças individuais as que fazem nós seres únicos e autênticos. A questão muitas vezes é pensar que quando tudo parece debruçar-se temos que dar-nos uma nova oportunidade e seguir em frente; despertar ao Paganini que existe no nosso interior é sempre uma alternativa, pois a celebridade é a arte de continuar onde outros simplesmente resolvem parar.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando os stressores decidem actuar..



Hoje me apercebi que sou realmente uma mistura de incongruências... hoje me apercebi que muitos comportamentos por vezes não são congruentes com o meu estado de animo, hoje me apercebi que por mais que queira regular as minhas emoções e pensamentos é sempre um autentico desafio regular os meus comportamentos de desorganização. Nem tudo é tão linear como parece :: Já sei.. a actividade cognitiva afecta os comportamentos; a actividade cognitiva pode ser monitorizada e modificada; se pretendemos mudanças nos comportamentos estas podem ser conseguidas através das mudanças na actividade cognitiva. Já sei a tábua de regra.. Mas na verdade nunca tem sido fácil quando os máximos stressores decidem actuar. Parece que todo momento se torna improprio e as agulhas daquele relógio com pó começam a acelerar. Desta vez o relógio tem fome de contar, fome de andar, fome de deixar tudo atrás. Agora tem pressa... detesto perder o controlo das situações, detesto não poder controlar o stress que causam em mim, detesto não me conseguir habituar, detesto as imposições, detesto as recriminações, detesto palavras feias, detesto a dependência, detesto as minhas emoções mais negativas, detesto me sentir incapaz, detesto ser marioneta de 1ª fila, detesto ser objecto de falsas libertações.. Ora bem, apesar disto tudo, acredito plenamente no limite circunstancial. Provavelmente haverá muitas outras situações das quais aprender e afortunadamente sei atender ao meu sinal STOP. Sei dizer "já chega!!" Os que me conhecem já estão habituados.. O que interessa é saber que tudo afecta tudo e, como tal, todos somos influencia na vida dos outros. Provavelmente o que interessa perceber é que apesar dos sentimentos que determinadas pessoas nos podem fazer sentir, em última analise somos nós quem decide se isso nos afecta ou não. Temos sempre a última palavra em tudo. O nosso livre arbítrio é tão poderoso que é capaz até disso.. detesto os sentimentos de culpa e em última análise detesto as pessoas que o profanam!

domingo, 6 de julho de 2008

O pó imobiliza..



Sentada aqui estou.. sentada no mesmo sitio de costume, sentada buscando alguma inspiração para estas linhas, sentada buscando algum motivo para escrever.. algum motivo para manifestar o que vivo dentro e fora de mim. Tudo parece estático, sombrio e frio. O relógio parece ter parado há imenso tempo, o pó imobiliza e não deixa os ponteiros avançarem... a verdade é que aquele já não é o relógio que contava minutos. Agora é estático, fixo, imóvel e até parece generalizável a tantos momentos. Os carros não aceleram e o grifo agora está sempre fechado.. a água não encontra as formas de fluir e se deixar cair.. O sol se apaga no mesmo ponto. Os meus olhos agora sempre fechados na imensidade de um sol. Apenas procuro secar o vento. Tento participar nesta patogénese, procuro sentido, procuro explicação, procuro tantas respostas no meio da desorientação.. sempre o mesmo, sinto-me bombardeada uma e outra vez.. Procuro adoçar os dias.. procuro mas sinto-me cada vez mais forte, sinto-me como café amargo.. como café que precisa adoçar a sua insalubridade.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Um post para ti...

Há dias em que quero escrever um post diferente, um post para ti, um post que possas gostar tanto ou mais do que os outros. Um post especial, um post com linhas perfeitamente pensadas. Um post com todas as minhas impressões, sensações e emoções mais primitivas. Um post que apenas inclua o que é estar contigo. Quero fazer isso.. mas não consigo. Quero, mas tu já consegues sentir as minhas respostas viscerais ao estar ao pé de ti. Quero, mas tu já contemplas os meus pensamentos em silêncio. Quero, mas já não encontro palavras que possam dizer. Quero, mas os meus sentidos são espertos em explicar muito melhor. Quero, mas o meu vocabulário de palavras é insuficiente. Quero, mas os meus comportamentos vão mais além do que um simples dizer... quero e sempre vou querer exprimir de uma forma ou de outra o que eu sinto por ti.. quero, mas parece que contigo aprendi. Aprendi que é importante dizer seja o que for, aprendi que é importante não só dizer mas também fazer. Aprendi que os detalhes são importantes e que é através deles que podemos ter a oportunidade de expressar. Não posso negar que há verdades comuns que só se conseguem ver e sentir mediante o silêncio.. em momentos completamente ausentes de palavras, sem sinfonias harmoniosas, momentos em que apenas a brisa de um verão caloroso pode fazer sentir, momentos que só conseguimos ter quando as palavras estão ausentes e apenas comunicamos através de olhares e comportamentos puramente instintivos. Não tenho mais nada a dizer.. espero continuar a aprender e estou segura que serão os meus e os teus autênticos silêncios os únicos responsáveis de revelar a nossa verdade.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Uma viagem e um estudo!!! Será?!?


Hoje o dia acabou com uma proposta interessante. Curiosamente ou não foi uma proposta pouco esperada! Sabia sim que iria fazer esta viagem, sabia sim que iria tomar um trem com destino a Zaragoza no dia 18 de Julho, sabia sim que estava à véspera de uma viagem desejada há imenso tempo... sabia sim... Mas o que realmente não sabia era que podia aproximar-me a esta aventura em trem no dia 3 de Julho. O que é mais assombroso ainda é que posso voltar a repetir para o dia 18 de Julho. Sendo mais concreta, vou de ferias durante 1 semana, volto para o dia 14 de Julho para fazer o meu exame de Avaliação Psicológica e volto a ir no dia 18. Grande loucura a minha!!! Estudar e preparar-me para um exame na Espanha!!! Até estou para ver isso.. De certo que o mais justo era ficar por aqui até fazer o meu exame.. mas quem é que suporta não ir para Espanha tendo a proposta nas mãos... quem é que mesmo querendo ir diria que NÃOOOOOO... mas por outro lado, quem é que tendo um exame dificílimo que fazer pensa em ir estudar para Espanha? queeeeeemm?!? O que é que eu faço?!?! :S