sábado, 28 de junho de 2008

Como niña..


Tudo se apaga, as luzes, os carros, até o vento já não se faz sentir... o silêncio rompe como de costume e à minha volta tudo se torna fragil e carente. A solidão aperta durante a noite, o ar entra e sai, o corpo pensa e a mente sente, a dor permanece e tudo é passado, a noite agora brilha e o dia já não faz diferença. Tudo sofre metamorfose constante. A criança de 6 anos que guardei em mim é agora um reflexo único presente dia e noite. Sonhar.. sonhar, sonhar... que remedio! Sempre o mesmo.. uma verdade feita ilusão, uma verdade latente, uma verdade que não se consegue ver objectivamente mas que está lá. Um "adeus, eu volto depois por ti.. porta-te bem!" Um beijo que só sinto pena de ter recibido.. um sentimento de nunca teres estado.. sinto que sempre estabelecestes prioridades nas quais eu nunca estive, sinto que agora a tua prioridade sou eu e já é muito tarde... não consigo perceber as tuas preocupações, não consigo e só penso numa coisa.. não consigo isolar os meus pensamentos dos teus, não consigo sincronizar e perceber a desconfiança. Quem é que deve desconfiar, sou eu ou és tu? Quem é que voltou tarde? Quem é que chegou quando tudo já se tinha passado? Afinal, quem é que deveria desconfiar?

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