quinta-feira, 31 de julho de 2008

Silêncio e Sinceridade...

Por vezes penso que a nossa vida deveria ser suficientemente equilibrada como para comportar a actividade e o descanso, o movimento e o silêncio. Agora penso e sinto saudades dos silêncios. O silêncio é uma fase natural na vida de qualquer um. Tal vez uns vivem em silêncios permanentes, tal vez outros apenas durante alguns minutos. Mas todos em algum momento do nosso dia vivemos em silêncio. Todos nos queixamos que não temos tempo e é verdade... por vezes as circunstâncias tendem a ser complexas, aceleradas, absorventes. Mas também é verdade que existe quem tenha medo ao silêncio, à solidão, ao vazio.. por ter medo fogem dele. Acabam os seus deveres do dia e constroem outros deveres novos.. outras coisas para se distraírem, para se divertirem, para descansar (supostamente). Tudo porque no fundo têm medo do vazio, da solidão, do silêncio.

Deixemos a um lado este medo.. o que é que procuramos? No silêncio podemos descobrir-nos, podemos descobrir o nosso lado mais sensível, puro, assertivo. Podemos deixar que a nossa imaginação alcance lugares extraordinários.. Será que podemos ser capazes de ser um pouco mais naturais? Um pouco mais sinceros? Se desejamos uma coisa não a dissimulemos, não usemos camuflagens, não procuremos mais do que é necessário, não procuremos outras coisas quando na verdade temos tudo que é preciso, não aparentemos legitimidade na nossa afirmação pessoal, não satisfaçamos os nossos pequenos egoísmos. Se temos medo do silêncio, simplesmente não o disfarcemos..
JUST ENJOY THE SILENCE...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Exterior vs Interior..


Qual é o ponto de intersecção? O exterior e o interior é exactamente o mesmo? Por mais que tente procurar uma divisão resulta-me difícil. Desde o meu ponto de vista não existe nenhum ponto de intersecção, não existe um ponto onde acabe o mundo interior e comece o exterior. O nosso mundo interior e o nosso mundo material parecem pertencer ao mesmo contínuo. Com o campo mental e o campo emocional acontece exactamente a mesma coisa. Do nosso campo mental apenas somos conscientes de uma pequena parte, que chamamos a “minha” mente, pensamentos, ideias. No entanto, não existe estritamente nada que separe as minhas ideias dos outros; tudo forma parte de um campo contínuo. Do nosso campo afectivo, aquilo que chamamos de clima afectivo é também uma parte de nós. Uma parte que está em constante comunicação com o mundo exterior. Não há nada que limite a “minha” afectividade da afectividade. É como um mar, um oceano. Nós somos apenas conscientes de uma pequena parte do mar. Toda separação que tentemos fazer entre actividade exterior e actividade interior resulta-me artificial. Tudo aquilo que é externo e tudo aquilo que é interno dependem do lugar em que nos situemos, do lado por onde estamos a ver. Afinal falamos de tudo aquilo que é externo a quem? A NÓS próprios? Todo objecto é externo ao sujeito. Nesse sentido, o verdadeiro sujeito é quem está por trás de tudo. O verdadeiro sujeito existe? Tudo é um objecto. O sujeito é uma não-coisa? O sujeito é algo que está mais além das categorias? Mais além da própria existência das coisas? Se eu me considero um ser constituído pelos conteúdos da minha consciência, posso chegar a descobrir que todos os conteúdos da minha consciência são “eu” próprio. Eu posso ser um aspecto existencial, um aspecto manifesto. E então quem sou eu? Sou Andreina ou sou uma cadeira, uma montanha, um lápis ou uma mesa? Estas coisas todas são conteúdos da minha consciência. A minha consciência se expande cada vez mais, mais e mais.. e toda a distinção que eu tente fazer entre quem sou e quem não, é apenas uma distinção mental, artificial, teórica. Na verdade, a minha consciência abarca aquilo que eu chamo “Andreina, mesa, lápis, cadeira.. ”. A minha consciência é tudo mas o meu corpo é algo que existe dentro dessa consciência. Não é como erroneamente muitos podem pensar, essa ingénua ideia de que “eu sou meu corpo”. Utilizamos esse corpo constantemente como ponto de referência para nos situarmos, para situar os fenómenos, as realidades e obviamente os valores. Mas afinal quem sou eu e quem és tu?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma perdida que sempre vou recordar...

Tentei não chorar a tua partida. Sabes bem que tentei. Não consegui.. eu sei. A minha alma não conseguiu conter o choro. Os meus olhos deixaram correr sobre o meu rostro as últimas gotas de água doce. A minha fonte de lágrimas são de felicidade. Sei que estarás bem, sei que estarás em melhores condições. Sei que finalmente deixastes de sobreviver uma agonia de desespero. Deixastes em mim lembranças das boas e das más.. deixastes em mim a felicidade de teres cumprido a tua misão de vida. Deixastes em mim um sorriso de calma e olhos cativantes querendo nada no meio da incertidumbre. Só lamento teres ido embora sem te despedir.. sempre vou ter comigo o teu sorriso e o teu "mimi" de costume. Serei o teu "mimi" de sempre apesar da distancia que nos separa entre o ceu e a terra. Peço a Deus para que te ilumine nas alturas e perdoe todos os teus erros cometidos. Peço porque tua alma descanse em paz. Peço porque a final de contas eras ser humano como qualquer outro. Peço porque o teu ciclo de vida acabou. Peço pelo teu novo começo..
Avô onde quer que estejas neste momento sei que estarás bem..

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Já em Zaragoza...


.. uma viagem de dia inteiro. 8 horas de carro contemplando paisagens que já não via desde há 7 meses. Uma trajecto com as mesmas curvas e matizes. Um trajecto com as mesmas paragens e estaÇões até chegar ao lugar de destino. Uma cidade cosmopolitana, uma cidade que acorda cedo, uma cidade inspirada num único evento. Uma cidade que se abruma com a chegada de milhares de estrangeiros. Uma cidade com um rio caudaloso (rio Ebro) que nos convida a ficar perto dele. Uma cidade de espectadores nocturnos, uma cidade de semáforos caóticos!!!! ;)) Agora já posso dizer que cheguei a Zaragoza.. cheguei à cidade que me bombardea constantemente de estimulos..

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Finalmente de ferias...


Bem, agora já posso dizer "Estou de Feeeeeeeeriaaaaaaas!!!!"
Que bom é dizer isto em voz alta.. Os exames já passaram, as vontades de estudar até o último momento de exame, a ansiedade de saber na perfeição até a última palavra.. aquele nervosismos sem saber se estas a preparar-te bem, aquela sensação de saber mas de não saber nada.. já isso tudo passou. Finalmente o período de exames passou. Ontem fiz o meu último exame! Agora os livros repousam, descansam nas prateleiras... os livros estão cansados de ser revistos, algumas folhas já foram dormir outras simplesmente deixaram de existir. Agora sou eu que planeia uma viajem, agora sou eu que faço a mala, limpo e organizo. Agora sou eu que também dentro de pouco vou descansar.. Que bom! ;))
"O verdadeiro significado das coisas se encontra
na capacidade de dizer as mesmas coisas com outras palavras"
[Charles Chaplin]

Estou livreeeee (lol)

domingo, 13 de julho de 2008

The union of thought and emotion

Sabemos que há algo de poderoso no nosso interior, mas porque não o conseguimos utilizar?
Penso que cada um de nós tem barreiras de qualquer tipo. Mesmo quando trabalhamos muito com nós próprios e retiramos os obstáculos continuam aparecendo novas barreiras. Por vezes encontramos em nós tantos defeitos que chegamos a pensar que não valemos o suficiente e que nunca o conseguiremos.. Logicamente se encontramos coisas negativas em nós, também as encontraremos nos outros. Precisamos de eliminar barreiras e aprender algo diferente, algo que ainda muitos não sabem. Quando tomamos consciência e compreendemos todo este caótico mundo através de um processo individual, sabemos qual é a direcção que devemos tomar. Todos temos desafios nas nossas vidas. Todos, sem excepção... Ninguém passa pela escola da vida sem encontrar-se com situações potencialmente desafiadoras. Alguns têm desafios com a sua saúde, outros com as suas relações, outros com a profissão, outros são desafios económicos. E por vezes ainda encontramos aqueles que têm desafios em todas essas áreas. Mas porque estes desafios? Quais os obstáculos que podem estar a travar?

Pensemos nas nossas pautas de comportamento, nos nossos problemas, nas coisas que nos travam. Observemos em qual das categorias entram: Será na critica? Será no temor? Será na culpa? Ou será no ressentimento? - Estas são as nossas grandes maestras. Qual é a tua preferida? É temor o que sempre surge? Ou é culpa? És critico ou rancoroso? - É uma combinação entre duas, três ou das quatro?

Segundo alguns autores o rancor é raiva acumulada.. é o resultado quando muitas vezes não expressamos o que realmente sentimos. Não podemos negar os nossos sentimentos. Não podemos ignora-los confortavelmente. As nossas experiências sempre reflectem as nossas crenças internas. Literalmente podemos olhar nossas experiências e determinar quais são as nossas crenças. Pode resultar algo perturbador fazê-lo mas se observamos às pessoas com quem nos relacionamos veremos que todas elas reflectem alguma crença sobre nós próprios. Se continuamente nos criticam é porque provável sejamos críticos com nós próprios ou tal vez os nossos pais nos criticavam muito quando crianças. Todos temos pautas de comportamento que se iniciaram na família, de modo que é muito mais fácil culpabilizar aos nossos pais, a nossa infância ou ao nosso entorno, mas isso simplesmente nos mantém travados. Não conseguimos liberar-nos, seguimos uma e outra vez perpetuando o papel de vitima e os mesmos problemas de sempre, que seguem e seguem repetindo-se uma e outra e outra e outra vez...

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Só eu é que posso mudar uma e outra vez a minha forma de pensar, sentir e actuar

Categoricamente posso fazê-lo...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Pessimistas vs Optimistas - De que lado estas tu?!?

Hoje quero partilhar uma história muito particular:

Esta é a história de dois filhos que tinham saudades dos seus pais; perante a mesma situação, um deles reagia com grande pessimismo enquanto que o outro reagia com um marcado optimismo. Ambos foram a um psicólogo e este fez uma pouco de psicologia experimental. Encerrou à criança pessimista num quarto com montes de brinquedos e pediu a esta para que fizesse tudo aquilo que quisesse, enquanto que à criança optimista a levou a um quarto cheio de esterco de cabalo. Quando regressou algumas horas depois encontrou a primeira criança isolada frente aos brinquedos. Perguntou-lhe o que é que se passava e a criança com um olhar deprimido respondeu: "O balaço esmaga as minhas pernas; os cartões do puzzle corta minhas mãos; aqueles contos me dão dor de cabeça e a playstation é uma perda de tempo". Curiosamente, quando foi à segunda criança, encontrou esta totalmente suja, coberta de porqueira até a cabeça. Quando perguntou porque estava assim, a criança simplesmente respondeu: "Eu acho que debaixo desta bosta toda deve estar um cabalo e estou a procura dele!".

É uma história fantástica, quantas vezes somos como aquela criança cheia de brinquedos que vê tudo de forma caótica? Quantas vezes somos como aquela criança que mesmo sem ter brinquedos é capaz de seguir com o mesmo entusiasmo sem perder a fé em conseguir o que quer? Todos somos um pouco como uma destas crianças. Somos diferentes. Temos formas diferentes de olhar para uma mesma situação. São estas diferenças individuais as que fazem nós seres únicos e autênticos. A questão muitas vezes é pensar que quando tudo parece debruçar-se temos que dar-nos uma nova oportunidade e seguir em frente; despertar ao Paganini que existe no nosso interior é sempre uma alternativa, pois a celebridade é a arte de continuar onde outros simplesmente resolvem parar.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando os stressores decidem actuar..



Hoje me apercebi que sou realmente uma mistura de incongruências... hoje me apercebi que muitos comportamentos por vezes não são congruentes com o meu estado de animo, hoje me apercebi que por mais que queira regular as minhas emoções e pensamentos é sempre um autentico desafio regular os meus comportamentos de desorganização. Nem tudo é tão linear como parece :: Já sei.. a actividade cognitiva afecta os comportamentos; a actividade cognitiva pode ser monitorizada e modificada; se pretendemos mudanças nos comportamentos estas podem ser conseguidas através das mudanças na actividade cognitiva. Já sei a tábua de regra.. Mas na verdade nunca tem sido fácil quando os máximos stressores decidem actuar. Parece que todo momento se torna improprio e as agulhas daquele relógio com pó começam a acelerar. Desta vez o relógio tem fome de contar, fome de andar, fome de deixar tudo atrás. Agora tem pressa... detesto perder o controlo das situações, detesto não poder controlar o stress que causam em mim, detesto não me conseguir habituar, detesto as imposições, detesto as recriminações, detesto palavras feias, detesto a dependência, detesto as minhas emoções mais negativas, detesto me sentir incapaz, detesto ser marioneta de 1ª fila, detesto ser objecto de falsas libertações.. Ora bem, apesar disto tudo, acredito plenamente no limite circunstancial. Provavelmente haverá muitas outras situações das quais aprender e afortunadamente sei atender ao meu sinal STOP. Sei dizer "já chega!!" Os que me conhecem já estão habituados.. O que interessa é saber que tudo afecta tudo e, como tal, todos somos influencia na vida dos outros. Provavelmente o que interessa perceber é que apesar dos sentimentos que determinadas pessoas nos podem fazer sentir, em última analise somos nós quem decide se isso nos afecta ou não. Temos sempre a última palavra em tudo. O nosso livre arbítrio é tão poderoso que é capaz até disso.. detesto os sentimentos de culpa e em última análise detesto as pessoas que o profanam!

domingo, 6 de julho de 2008

O pó imobiliza..



Sentada aqui estou.. sentada no mesmo sitio de costume, sentada buscando alguma inspiração para estas linhas, sentada buscando algum motivo para escrever.. algum motivo para manifestar o que vivo dentro e fora de mim. Tudo parece estático, sombrio e frio. O relógio parece ter parado há imenso tempo, o pó imobiliza e não deixa os ponteiros avançarem... a verdade é que aquele já não é o relógio que contava minutos. Agora é estático, fixo, imóvel e até parece generalizável a tantos momentos. Os carros não aceleram e o grifo agora está sempre fechado.. a água não encontra as formas de fluir e se deixar cair.. O sol se apaga no mesmo ponto. Os meus olhos agora sempre fechados na imensidade de um sol. Apenas procuro secar o vento. Tento participar nesta patogénese, procuro sentido, procuro explicação, procuro tantas respostas no meio da desorientação.. sempre o mesmo, sinto-me bombardeada uma e outra vez.. Procuro adoçar os dias.. procuro mas sinto-me cada vez mais forte, sinto-me como café amargo.. como café que precisa adoçar a sua insalubridade.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Um post para ti...

Há dias em que quero escrever um post diferente, um post para ti, um post que possas gostar tanto ou mais do que os outros. Um post especial, um post com linhas perfeitamente pensadas. Um post com todas as minhas impressões, sensações e emoções mais primitivas. Um post que apenas inclua o que é estar contigo. Quero fazer isso.. mas não consigo. Quero, mas tu já consegues sentir as minhas respostas viscerais ao estar ao pé de ti. Quero, mas tu já contemplas os meus pensamentos em silêncio. Quero, mas já não encontro palavras que possam dizer. Quero, mas os meus sentidos são espertos em explicar muito melhor. Quero, mas o meu vocabulário de palavras é insuficiente. Quero, mas os meus comportamentos vão mais além do que um simples dizer... quero e sempre vou querer exprimir de uma forma ou de outra o que eu sinto por ti.. quero, mas parece que contigo aprendi. Aprendi que é importante dizer seja o que for, aprendi que é importante não só dizer mas também fazer. Aprendi que os detalhes são importantes e que é através deles que podemos ter a oportunidade de expressar. Não posso negar que há verdades comuns que só se conseguem ver e sentir mediante o silêncio.. em momentos completamente ausentes de palavras, sem sinfonias harmoniosas, momentos em que apenas a brisa de um verão caloroso pode fazer sentir, momentos que só conseguimos ter quando as palavras estão ausentes e apenas comunicamos através de olhares e comportamentos puramente instintivos. Não tenho mais nada a dizer.. espero continuar a aprender e estou segura que serão os meus e os teus autênticos silêncios os únicos responsáveis de revelar a nossa verdade.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Uma viagem e um estudo!!! Será?!?


Hoje o dia acabou com uma proposta interessante. Curiosamente ou não foi uma proposta pouco esperada! Sabia sim que iria fazer esta viagem, sabia sim que iria tomar um trem com destino a Zaragoza no dia 18 de Julho, sabia sim que estava à véspera de uma viagem desejada há imenso tempo... sabia sim... Mas o que realmente não sabia era que podia aproximar-me a esta aventura em trem no dia 3 de Julho. O que é mais assombroso ainda é que posso voltar a repetir para o dia 18 de Julho. Sendo mais concreta, vou de ferias durante 1 semana, volto para o dia 14 de Julho para fazer o meu exame de Avaliação Psicológica e volto a ir no dia 18. Grande loucura a minha!!! Estudar e preparar-me para um exame na Espanha!!! Até estou para ver isso.. De certo que o mais justo era ficar por aqui até fazer o meu exame.. mas quem é que suporta não ir para Espanha tendo a proposta nas mãos... quem é que mesmo querendo ir diria que NÃOOOOOO... mas por outro lado, quem é que tendo um exame dificílimo que fazer pensa em ir estudar para Espanha? queeeeeemm?!? O que é que eu faço?!?! :S