quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Subsistir vs.Viver


Neste momento encontro-me num cantinho de uma grande habitação.. procuro isolar os meus pensamentos daquele torvelinho circunstancial.. procuro simplemente alguma resposta.. Depois de organizar melhor o meu raciocínio, afinal pergunto-me qual é o verdadeiro problema da subsistência? Qual é a fronteira entre a necessidade e o desejo? Subsistir… verbo que não gosto de pronunciar. Será subsistir sinónimo de ganhar o necessário para cobrir as nossas próprias necessidades? Alimento, vestido e vivenda? Não gosto deste termo.. Subsistir, verbo que significa “continuar a existir”; “conservar-se”; “manter-se”. Não pretendo dar uma aula de linguística com isto.. pelo contrario, penso que é absurdo dar uma carácter constante ao acto de viver. Viver, respirar e sentir que estas vivo.. viver porque acordas e caminhas, viver porque o médico diz depois de tomar o pulso que os signos vitais anunciam que estas vivo. Viver porque respiras e és uma massa de moléculas en total sintonia.. viver porque é a vida! Tenho que dizer que viver não é estar vivo.. Vivemos apenas porque temos esse combustível absurdo que nos faz mover por aí?!? Vivemos porque podemos abrir os olhos?!? Vivemos por inercia própria?!? Vivemos com dificuldades ou sem elas?!? Afinal o que é isto de viver? É subsistir?!?

A dificuldade da subsistência surge quando apenas utilizamos as coisas essenciais da nossa vida, alimento, vestido e vivenda, como meio de agressão psicológica. Isto é, quando as pessoas se valem das coisas necessárias como meio de engrandecer-se a si próprios.. Detesto isso.. A nossa sociedade não se baseia essencialmente na distribuição do essencial mas antes na sua exaltação.. utilizam o essencial como exaltação de si próprios. Em que direcção vamos como sociedade?!? É obvio que poderia produzir-se em abundância o alimento, o vestido e a vivenda; tecnicamente é possível. Mas a demanda da guerra é maior. Será brutal contentar-se simplesmente com a distribuição do essencial? Poderia ser assim se descobríssemos no nosso interior que as fontes de vida só existem dentro de nós e que não precisamos mais além do que já temos. Nada, nada mais..

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