sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Stand by me..

Por vezes não é preciso dizer muito. Basta estar presente e fazer-se sentir. O tempo faz e o resto nem sempre funciona. Por vezes perdemos seres queridos importantes; perdemos pessoas que são únicas, pessoas com histórias de vida nunca antes ouvidas, pessoas corajosas até o último momento de vida, pessoas que de certeza estarão numa melhor dimensão existencial neste momento. Quando sabemos o que significa "perder" somos capazes de sentir a "perda" dos outros como uma "perda" nossa. Perder - deixar de ter connosco pessoas importantes! Quando pensamos nisso até ficamos arpeados. A frieza está presente e o sentido do dever cumprido também. Almas que se evaporam e procuram o sentido de "não viver". Um dia com sentimentos à mistura; um dia triste e simultaneamente alegre. Ambivalência que existe quer queira quer não..

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

(des) animar..?!?!


Sabemos que não devemos desanimar quando as dificuldades tocam à nossa porta. Como fazer para não desanimar se não sabemos bem como serão os próximos meses da nossa vida? Como não desanimar se pensamos que tudo é possível e as janelas de repente se fecham modestamente? Como conseguir articular tudo da melhor forma possível se não tens orientação daqueles que melhor o poderiam fazer? Como tentar responder às minhas questões de partida? Como tentar ser criativos quando temos a bomba do tempo à nossa espera? Como simplificar o que por natureza já é complexo?

As vezes há pessoas que conseguem facilmente desiludir-nos…

domingo, 19 de outubro de 2008

Mi vieja..

Eres mi gran ayuda espiritual. Donde quiera que vaya tus ojos me guían y tus oraciones me dan la fortaleza que necesito. Hace tres años atrás te dejé en el corredor de tu casa, un corredor que nunca olvidaré. Un corredor atravesado por un jardín con rosas que hablaban para ti; crecían fuertes y hermosas por ti. Eran tus manos y dulces palabras las que cuidaban de aquel jardín. Muchas veces corrí a través de ese corredor, busqué tus calurosos/confortables abrazos y siempre los conseguí. Recuerdo aquel día en el que salí de tu casa y la puerta quedó abierta; salí y dejaste la puerta abierta hacia el corredor que siempre me llevó a ti; salí y sé que dejé un rostro mojado con lágrimas en el alma; salí y sé que dejé un corazón grande (pero muy grande) hecho pequeño! Te dejé pero me llevé los mejores recuerdos que alguna vez pude tener. Te dejé pero siempre te he tenido a mi lado. Te dejé pero con la fiel convicción de que algún día te volvería a ver...
Hace un año atrás mi sueño se hizo realidad, te pude tener, pude sentir nuevamente tus brazos, oír tus palabras y crecer un poquito más contigo. Estuve nuevamente entre tus brazos y recordé parte de mi infancia en tus brazos.. "no los olvidé, continuan siendo los mismos de siempre!" - pensé entonces. De hecho, continuaban siendo los mismos brazos que muchas veces me supieron confortar y guiar por senderos de grande sabiduría, tolerancia, paciencia, constancia, dedicación y mucha paz interior. A tu lado conocí el verdadero motivo de vivir; aprendí a vivir cada noche, cada día y cada momento difícil como el mejor de mi vida; aprendí a ser optimista; aprendí que a veces tenemos pruebas difíciles en el camino y que cada uno de nosotros debe hacer de ese camino un sendero más llevadero; aprendí que somos los únicos responsables de la forma como nos sentimos; aprendí que a palabras necias oidos sordos!; aprendí que existen fuerzas acumuladas en nuestro cuerpo que más vale dejar fluir; aprendí que siempre tenemos un "intuito" en todo lo que hacemos, que a veces debemos saber escucharlo y otras vezes saber utilizarlo; aprendí que el pasado es importante pero que más importante todavía es no confundirlo con el presente. Maduré contigo y a tu lado aprendí a vivir feliz con todo lo bueno y todo lo malo que la vida nos dá. Eres y serás "siempre" mi gran apoyo en cualquier momento; eres y serás “siempre” la mejor maestra que he tenido en toda mi vida. Tus bendiciones y tus oraciones me acompañan, las siento todos los dias al levantarme. Te quiero demasiado Abuelita y me alegro que mi sueño nuevamente se haga realidad. Los próximos dias a tu lado jamás los olvidaré! :)

sábado, 18 de outubro de 2008

Um comportamento em dívida de extinção...

 
As vezes sentir coisas que não conseguimos expressar não é completamente um sinal negativo. Alguma vez tens estado nessa situação?!? Alguma vez tens estado com as ideias na cabeça mas com dificuldades em manifesta-las como queres que se manifestem? Meus amigos, sentir e ficar bloqueados não é obstáculo! Podemos encontrar formas diversas para expressar aquilo que pensamos e sentimos. Não tenho dúvidas.. Por vezes encontramos formas mais organizadas, mais giras, bonitas e até originais; isso não retira o verdadeiro valor/significado daquilo que desejamos expressar. Sabemos que isso não resolve o problema/dificuldade de expressar verbalmente o que sentimos ou pensamos. Sabemos isso, mas também sabemos que devemos procurar formas alternativas só com o intuito de conseguir a sua futura expressão verbal. O problema mais delicado deste assunto é que até conseguimos expressar o que desejamos mas chega um ponto em que vemos o ponto de partida dessa dificuldade. Não conseguimos expressar "isto" ou "aquilo" porque necessitamos expressar da melhor maneira possível (dizer as palavras certas, no seu lugar correcto e, tal vez, pensamos que as virgulas e os pontos são todos importantes…); não conseguimos porque aquilo que queremos expressar tem um elevado impacto na nossa vida - não conseguimos porque aquilo que nos causa uma enorme activação emocional psico-fisiológica é precisamente expressar "isto" ou "aquilo". Não conseguimos e então preferimos bloquear... Preferimos procurar um mecanismo que à luz de muitos não seria o mais correcto; um mecanismo que acontece automaticamente; um mecanismo já generalizado há imenso tempo; um mecanismo aprendido e que foi o mais adaptado para dada altura. E agora?!?! Agora começa a não fazer sentido.. Um momento e uma circunstância, tudo leva a tudo... Agora é um mecanismo que quer acabar mas que não consegue, um mecanismo que sabe o que quer e se esquece constantemente do que não quer. Seria tudo mais simples se nunca tivesse sido uma alternativa, seria tudo mais simples se o que agora é evidente não tivesse desfechos do tempo..

terça-feira, 14 de outubro de 2008

The Mirror Maze..

Passamos a vida correndo, as vezes parece que tentamos fugir e outras vezes parece que procuramos aproximar-nos do que é impossível. Queremos tanto satisfazer as nossas próprias necessidades egocêntricas que acabamos vivendo num autêntico circo! Sim, um circo em que todos fazem exactamente o mesmo. Todos são actores do mesmo filme. Somos reflexos dos outros e até nos assustamos quando olhamos para o espelho e vemos o que vemos. Nos surpreendemos com as acções que os outros constroem e ficamos desorientados quando somos capazes de as fazer. A grande virtude para alguns é que conseguimos ser auto-suficientes, conseguimos ser capazes de seleccionar da panóplia de estratégias (desenvolvidas no percurso da nossa vida) maneiras mais produtivas para lidar com o desconhecido. Afortunadamente ou desafortunadamente quando não temos recursos, simplesmente procuramos criativamente como responder à pressão imposta socialmente para a sobrevivência. Não estamos sozinhos neste circo, sempre há “jogos sujos” que devemos aprender a gerir enquanto todos ficam a olhar para nós.
Audácia, simpatia, criatividade e um bom sentido do humor são ingredientes que nunca deveriam faltar no nosso repertório subliminar face ás dificuldades. Estou cada vez mais convencida disso. . .

domingo, 12 de outubro de 2008

Corresponder..


As vezes as palavras saem quando precisam de ser ouvidas, as vezes saem sem previa justificação, as vezes saem porque simplesmente têm que sair, saem porque precisamos pronunciar ou escreve-las. Não interessa a gramática, ortografia e muito menos os pontos e as virgulas que usamos ou deixamos de usar. Para dizer o que sentimos não é preciso formalismos, não é preciso uma hora, uma estação específica do ano nem lugar perfeito. Ser sinceros na nossa relação com os outros e connosco próprios é uma virtude que precisa cada vez ser mais alicerçada. Hoje me propus fazer um exercício discriminativo da minha vontade de corresponder e para isso só bastou questionar-me sobre porque é que eu correspondo?!?

C orrespondo porque nos teus olhos vejo sinceridade e
O bscura é a sensação do tempo que passo sem ti. És como um
R io que me faz fluir num
R egozijo inquietante de sensações viscerais.
E xcepcionalmente “TU”
S uaves são teus
P ensamentos, os que acariciam humildemente
O verdadeiro sentido de “querer”
N ada mais profundo que cada palavra suscitada pelo
D etalhe impresso dos teus lábios.
E stás em cada dia e em cada noite; és momento passado, presente e futuro.
R evelador é o momento quando meus olhos são capazes de corresponder à intensidade do teu querer.
"Todos somos capazes de amar, não tenho dúvidas!! Mas amar e ser correspondidos é um quesito indispensável difícil de encontrar"
Amar e ser amado é lindoooo…

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Espelho Emocional..

Dança que não depende dos que estão à minha volta... Sou o máximo reflexo daquilo que sentes. Espelho emocional que vê linhas de um caminho com percursos diferentes. Espelho com um ténue reflexo que se perde na imensidade de olhos grandes e horizontes alargados. Tal vez palavras à mais que não expressam o vazio dos olhares perdidos. Desde “fora” não é nada; desde “dentro” os olhos captam a sujidade nas janelas da alma. Acções que não defendem nada, acções que não falam, acções que não são suficientes quando tudo está aparentemente perfeito. Intuitivamente começo a perceber a complexidade dos meus pensamentos solitários imunes.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Resíduo de palavras..

É aquele silêncio rotundo que separa. É essa distância que se estabelece cada vez que tento aproximar-me. São muros de silêncio que se criam. Muros que as vezes não consigo perceber! Muros coercivos, compactos e nocivos que paralisam… muros que deixam rastos. Agora, antes e depois… passado, presente e futuro. Uma constelação de tempos remotos que trazem confusões entre questões resolvidas e outras ainda por resolver. O ar quente que respiro neste dia de chuva é apenas resíduo de palavras recicladas. Olhos que aguentam, olhos em água – ácido que queima na sua constante metamorfose, ácido que controla a expressão de cada minuto, de cada segundo. Emoção de "ontem" convertida em expressão de "hoje". Gelo que com a distância rompe o peso de um percurso.

domingo, 5 de outubro de 2008

Previsibilidade vs. Manipulação

 
Cada pessoa tem a sua própria forma de estar, de ser e de conviver. Cada pessoa adopta maneirismos diferentes ao tentar fazer qualquer coisa. Há alguns tempos atrás, ainda quando tinha tempo suficiente para “literalmente” não fazer nada, sentava-me nos bancos da rua e ficava a olhar para as pessoas. Ficava tentando passar desapercebida e fazer observações sobre a forma de “estar” das pessoas. Na Espanha vi inúmeras situações que me deixaram a pensar sobre as características de personalidade das pessoas. Passei por idosos, crianças, adolescentes e um variado número de pessoas com diferentes culturas, formas de vestir e de falar... tirei minhas conclusões e, apesar de alguns me chamarem maluca, sou capaz de dizer que aquilo que nos caracteriza numa conversa com qualquer pessoa nem sequer é a própria linguagem. O processo de comunicação é tão complexo que não damos conta da quantidade de informação que passa pelos nossos sentidos e ao mesmo tempo da quantidade de informação que emitimos por cada milésimo de segundo que estamos frente a uma pessoa. Mesmo quando não falamos estamos sempre comunicando alguma coisa. Mesmo quando não falamos se produzem trocas que captamos instantaneamente. Trocas, estas, que vão moldando a nossa comunicação. Todos levamos uma bagagem durante esse processo.. uma bagagem que desencadeia níveis diferentes de intrusividade, sensibilidade e estrutura. Uma bagagem que vai permitir uma harmoniosa dança. Tal como no “Tango”, nesta dança a regulação que fazemos aos diferentes níveis é crucial. Já conheci pessoas claramente frontais, submissas, algumas antipáticas e ainda outras que não consegui perceber. A forma como cada um interage muda de pessoa para pessoa. Depende de muitos factores (quer internos, quer externos). Hoje, na calma dos meus pensamentos comecei a lembrar-me daquelas tardes com temperaturas a mais de 38º graus na Espanha. Provavelmente tudo veio a propósito do meu desgosto pela falta de previsibilidade. Quer pela positiva, quer pela negativa, detesto sentir-me surpreendida!! Detesto surpresas!! Acredito plenamente na nossa capacidade para prever o comportamento e o tipo de emoções que podemos desencadear numa pessoa. Dito com outras palavras, considero que conhecendo a forma de “estar” e de “ser” de uma pessoa, somos capazes de agir para conseguir um tipo de resposta específica. Isso parece manipulação.. eu sei!! Quem me conhece sabe que tento fazer tudo com alguma previsibilidade mas de uma coisa tenho a certeza, seria incapaz de chegar ao extremo da manipulação. Gosto de planificar e orientar o que quero fazer, é verdade.. mas seria incapaz de utilizar a minha sensibilidade (em prever comportamentos e emoções) para manipular e obter qualquer coisa que seja. Detesto a falta de previsibilidade mas detesto ainda mais quem utiliza a previsibilidade para manipular e conseguir seja o que for. Em fim, há comportamentos que não consigo tolerar…