sábado, 2 de maio de 2009

Mudança/ordem/desordem...

Há algum tempo atrás detestava as mudanças e confesso que tudo estava sempre no mesmo sítio, raramente era impossível não prever o lugar exacto das coisas. Os que me conhecem sabem que gosto de criar rotinas e que gosto irresistivelmente da estabilidade. É por isso que luto comigo mesma no meu dia-a-dia para encontrar tal ponto no qual posso dizer “estou no meu melhor e estou bem”. Nesta busca incessante de estabilidade (em todos os sentidos e domínios da minha vida) também surgem picos de ruptura, picos em que “mais do mesmo” esgota a minha paciência e é quando mais preciso de mudança… um lugar novo onde possa procurar uma nova fonte de água, fonte de bem-estar e convívio pessoal. Adoro criar rotinas mas não posso negar que romper com elas e criar outras novas é o melhor de tudo… Parto da teoria geral que toda mudança pode ser sempre para melhor. Tendencialmente as mudanças para mim são sinónimo de alguma exteriorização e aplicabilidade. Aquilo que é ordem para mim pode ser desordem para os outros... Parece ser uma espécie de ciclo entre mudança/ordem/desordem. A MUDANÇA ajuda a manter a ORDEM durante algum tempo, passado esse tempo a ordem é vista como DESORDEM e aí volta a instalar-se novamente a MUDANÇA. É preciso ter alguma criatividade e flexibilidade mental nestas mudanças; por vezes temos a intenção – pensamos, hoje vou mudar isto! E acabamos por nos aperceber que de facto não mudamos nada. Quando isto acontece costumo dizer que a mudança exterior não é aquela que estava procurando. Quando isto acontece costumo questionar-me: será que está mudança era de facto necessária ou será que sou eu que estou a precisar mudar algo em mim?
Adoro a minha desordem.. mas. adoro ainda mais quando
sou capaz de quebra-la através da mudança

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