terça-feira, 30 de junho de 2009

Olhando posturas...


É assim como por vezes me dou em doida observando as pessoas…

Não pretendo ser crítica, apenas quero distinguir dois aspectos que considero importantes. Confundir “postura/elegância” com “superficialidade” não faz sentido para mim. Na minha opinião pessoal as pessoas “com postura” não são necessariamente pessoas sem conteúdo ou altamente superficiais. Ficar com uma preocupação extrema sobre a forma como devemos mexer as mãos, como devemos sentar-nos, como devemos sorrir ou como devemos olhar ao nosso redor, pode ser um verdadeiro exagero. Contudo, cada dia aprecio mais a quem se interessa por perceber a linguagem própria do corpo… aquela pessoa que procura – mesmo inconscientemente – de perceber o que dizemos através desta linguagem e actua em conformidade. Sou persuadida por quem consegue incrivelmente exteriorizar através do cálido – frio do seu tacto. Sou admiradora das posturas, expressões faciais e olhares que em constante movimento transmite informações, sensações e ambições. São interpretações confundidas num mundo em que nem sequer há espaço para uma palavra.
Um conselho:
Prestem atenção àquilo que falam mesmo quando não estão falando!
Acreditem que alguns indivíduos podem interpretar sinais implícitos na nossa linguagem corporal sem nós termos consciência disso. Pensem no vosso corpo e assim estarão a pensar naquilo que realmente querem transmitir, uma coisa ajudará a outra.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estou de férias…

Já não sabia qual era o sabor de acordar e ficar na cama sem pensar em nada... 

O que vou fazer hoje? – é uma pergunta retórica para quem esta de ferias. Não tenho planos mentais sobre o que devo fazer hoje, simplesmente acordo e espero que estes planos surjam no momento; planifico na hora e o mais importante é dizer que Sim a tudo! Posso descansar, relaxar, ler um bom livro, fazer exercício, sair com o meu namorado, ir ao cinema, ir as compras, descansar, descansar, descansar… Resumindo numa frase: Fazer a minha vontade! Soa tão bem… Acreditem que estava mesmo a precisar destas férias, até que em fim… Sem dúvida vou aproveitar ao máximo. 

É momento de carregar energias positivas e dar por encerrada uma fase na minha vida. Literalmente começou outra etapa e sinto-me feliz, sinto-me realizada, estou com a sensação de dever cumprido, sinto-me com saudades antecipadas das aulas, dos trabalhos e das horas mortas passadas na biblioteca sentada junto da minha grande amiga Zlati. Aquela amiga com quem caminhei desde o inicio do meu percurso e ainda me lembro do primeiro dia em que a conheci. Eram 11h, estávamos no CP3. Ela chegou justo à hora e perguntou se já tinha começado. Ficamos a espera á porta do anfiteatro e foi nesse momento que eu me apercebi que todas as coisas começam sempre à hora portuguesa. Ou seja, 1 hora mais tarde. Foram as boas vindas ao curso de psicologia. Eu aterrorizada com o novo sistema de ensino, com a nova cultura/língua e pensando nas dificuldades que teria em fazer bons amigos. Tal como eu falei na altura e a Zlati concordando comigo, o mundo no qual me encontrava era muito fechado em si próprio, individualista e as pessoas pareciam viver de aparências. Um mundo completamente desconhecido para mim, nunca vivi dessa maneira no meu pais. Ainda hoje em dia tenho dificuldades em aceitar isso, embora considere que a sociedade portuguesa tenha mudado um pouco. Desde então fomos caminhando de mãos dadas e acreditando mutuamente nas nossas capacidades para chegar até o fim deste curso. Eis que chegou o momento após 4 anos de voltar atrás e lembrar-nos deste primeiro dia. Estou satisfeita e agradeço a todos os que contribuíram ao longo dos 4 anos para que isto fosse também possível. 

Agora só posso dizer que… Estou de férias!!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

E se eu deixasse de existir?


Hoje tive contigo uma das conversas que nunca pensei ter alguma vez… Tudo começou por teres dito: “És ÚNICA, como tu mais ninguém…”
Fiquei a olhar para ti e pensei…
E se eu não existisse?
“Nem sequer CONSIGO pensar nisso,
o verdadeiro facto é que tu existes”
Convenceste-me com a tua resposta mas não conforme com isso perguntei…
E se eu "deixasse" de existir?
Ficastes em silêncio e com água nos teus olhos..
Eu simplesmente reformulei…
Não se trata de eu te deixar, é se eu deixasse mesmo de existir?
Ficastes a olhar para mim com ar sério e respondestes:
“Eu deixaria de existir também…”
Fiquei calada e de seguida perguntastes:
“O que é que esperarias que eu fizesse?”
Fiquei pensativa e com um nó na garganta respondi:
“Só esperaria que fizesses o que melhor achares…”
Notei no teu olhar tristeza pelo rumo da conversa… mas mesmo assim continuastes a dizer: “Penso que se na altura em que deixasses de existir tivéssemos filhos, não os deixaria sozinhos; cuidaria deles e lhe daria tudo o que tu seguramente gostarias, carinho e amor incondicional. Sei que isso seria o que mais gostarias independentemente do sítio em que te encontrasses; mas se não tivéssemos filhos eu também deixaria de existir, não imagino à minha vida sem ti. Sem ti, nada na vida faria sentido”.

Foi uma conversa real e com uma grande activação emocional...
Nunca sabemos de amanhã,
falar disto nunca está demais!
A verdade é que não somos eternos,
um dia mais tarde ou mais cedo deixaremos de existir!
PS. “no fundo, o que mais gostaria que fizesses é que vivesses por mim tudo aquilo que eu não consegui viver. Mas além disso, gostaria que um dia mais tarde, em que também deixasses de existir, possamos ver-nos noutra dimensão existencial…”

terça-feira, 16 de junho de 2009

"Ella" hoje ficou surpreendida..


Realmente consegues sempre surpreender-me pela positiva. Parece que já conheces cada milímetro do meu tacto, conheces o gosto do meu olfacto e a subtil impressão que dou aos detalhes com significado. Se tivesse que resumir o final deste dia numa palavra eu diria que “MEMORÁVEL”.
É o cuidado que tens em cada acção, pensamento e expressão emocional que fazem de ti um ser autêntico… Hoje confirmei algo importante; é o conjunto de pequenas coisas o que faz a verdadeira diferença; o que parece essencial não está na forma em que decidimos comunicar mas sim no conteúdo que existe na nossa comunicação.
"Ella” hoje chegou a casa como de costume mas foi surpreendida na sua rotina de sempre. "Ella" só pretendia chegar ao seu quarto e posar a bolsa no sítio de costume. "Ella" com ar completamente descontraído entrou na sua habitação e foi surpreendida por um perfume irresistível a rosas; por um momento sentiu uma espécie de calor e frio que a fez evocar um sorriso de cumplicidade. Falou alto em pró da melhor explicação – "Ella" sabia o que significava, na sua mente o nome de uma pessoa... entrando no seu quarto encontrou sobre a secretária umas orquídeas roxas que se inclinaram delicadamente para lhe dar as boas vindas. "Ella" não acreditava no que estava a ver; soltou novamente um sorriso nos seus lábios e procurou alguma nota junto daquelas preciosas orquídeas, mas não a encontrou! "Ella" só pensou: esqueceu-se do mais importante! Mas não… "Ella" estava engana, na cama se encontrava a prova irrefutável de que “El” não se tinha esquecido; duas rosas prendidas com um fio roxo acompanharam uma nota especial que descreveu à perfeição o significado de aquelas flores no seu quarto. E foi assim como "Ella" acabou o seu dia... pensando.
Adoro todas as formas que utilizamos
para expressar o que sentimos...
Adoro sem dúvida o cuidado e a ênfase que damos
a determinados significados.
Simplesmente, adoro-te!

sábado, 13 de junho de 2009

Thinking...

É verdade... a vida tem destas coisas e dá voltas também no sentido contrário. É curioso e completamente fascinante ver como algumas pessoas ao passarem por situações difíceis, nomeadamente, por doenças graves ou por estarem à porta da morte, são capazes de reconhecer o verdadeiro valor da vida e não só... mas também são capazes de dar valor às pessoas que estão e sempre estarão à sua volta; porque são filhos, porque são netos, porque são pais; porque há vínculos afectivos que ultrapassam a complexidade do pensamento e em situações destas só os aproxima ainda mais. Gostava de olhar para ti neste momento e ver os teus olhos; gostava perguntar-te o que é que se sente ter perdido tudo e agora tê-lo de volta? queria questionar-te acerca desta nova oportunidade que a vida te ofereceu para fazer as coisas de forma diferente?
Só espero que se assim for, saibas aproveitar…

sábado, 6 de junho de 2009

Hoje estou assim…

Com vontades de tudo aquilo que sei que não vou conseguir fazer, sentir, pensar… Hoje quero contrariar tudo… quero dizer adeus à minha gripe inesperada, quero um nariz que cheire, quero umas mãos que sintam a chuva a cair lá fora, quero uns ouvidos capazes de reconhecer aquela velha música que me faz sentir bem-disposta, quero olhar pela janela e ver os teus olhos, quero aquela fotografia que tantas vezes eu disse que não iria tirar, quero ir às compras, quero sentir-me perto de mim. Quero tudo diferente... quero quebrar as regras, quero comer chocolate, quero tomar baño durante horas, quero adormecer aborrecida em pensar a quantidade de coisas que tenho para fazer, quero simplesmente dormir, quero acordar por aquele delicado toque dos teus dedos. Não quero fazer nada do que tenho para fazer…. Quero fazer de tudo, menos Estudar!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Homens de Chinelos...

Com todo o respeito que os cavalheiros se merecem, devo dizer que nos últimos tempos há algo que me tem causado graça e até tem capturado à minha especial atenção, até o ponto de andar a contar a quantidade de homens calçados de “chinelos”. Como se na praia estivessem é com maior frequência que nos últimos dias tenho assistido a especies masculinas assim… homens cujo calor parece ter chegado à cabeça. Este assunto tem muito que se lhe diga. Alguns acham uma coisa “gira”, outros que mostra a simplicidade do pensamento masculino, outros que é pelas circunstâncias do calor e depois há aqueles bem racionalizados que pensam ser uma coisa "muito sexy". Devo dizer e que ninguém se sinta ofendido com a minha opinião pessoal que um homem em chinelos deixa de ter aquilo que alguns chamariam de "boa presencia", de causar impacto masculino e acima de todas as coisas de desprender charme. Quero sublinhar a ideia de que hoje em dia existe uma grande variedade de sandálias cómodas e casuais que alguns cavalheiros com bom gosto podem vestir em contextos/situações mais formais. Mas, meus amigos... aqueles chinelos de plástico que fazem barulho e que deixam claramente perceptível a irregularidade do andar masculino utilizem só na praia ou se gostarem assim tanto apenas em casa..  

Não tenho mais nada para acrescentar… 
Só posso acabar por dizer que gostos não se discutem! :D

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Falaste, eu falei...

Falaste em magia, eu falei em verdadeiro…
Falaste em apoio, eu falei em união…
Falaste em delicadeza, eu falei em atenção…
Falaste em sintonia, eu falei em reciprocidade…
Falaste em coincidência, eu falei em destino…
Falaste em amor, eu falei em amor…
Falaste, eu falei…
Falaste, eu me identifiquei…
Falaste com pontuação, eu concordei...
Os teus lábios se juntaram e em silêncio ficaram...
Eu olhei para ti e instantaneamente sorri..
Tudo em milésimos de segundos ganhou sentido e as saudades acumuladas se dissiparam...

Há momentos que apesar de breves falam altos! Há momentos que precisamos de ter inevitavelmente... são momentos que captam a transparência de um olhar cativante e com significado, são momentos que ficam na nossa memória e apesar de serem instantâneos chegam a ser intensamente vividos. Tqm**