sexta-feira, 31 de julho de 2009

Falar de relacionamentos...

Vou começar pelo mais básico; para haver "relação" são necessários dois elementos capazes de interagir. Uma espécie de composição em sintonia, com qualidades diferentes, mas que encaixam e que se complementam por algum motivo. Todos nós desempenhamos diferentes papéis na nossa vida e nos relacionamos de diferentes formas com o entorno. Vamos pela vida representando o papel de filha(o), irmã(o), namorada(o), amiga(o), profissional, desportista. Utilizamos diferentes “faces” e flexibilizamos o nosso funcionamento em conformidade para cumprir com as funções de cada uma delas. Acredito que independentemente da natureza de uma relação, ela necessariamente obedece a um princípio básico... Existe sempre um motivo para relacionar-nos. 
Uma das coisas que não consigo perceber é porque algumas relações, supostamente, “amorosas” são movidas por outras componentes e não pelo verdadeiro “sentimento” de amor. O que significa sentir “amor” por uma pessoa? O que significa estar namorados? Quando oiço falar de relacionamentos falhados, pergunto-me, o que é que aqueles dois esperavam um do outro? Afinal, o que é que sentiam? Como é que algumas pessoas são capazes de avançar com um relacionamento sabendo que não “amam” e, em vez disso, consideram a posição social, os benefícios secundários que podem tirar daquela pessoa ou incluso chegam a acreditar na fantasia de que algum dia... se calhar... tal vez num futuro... poder amar a essa pessoa. Tenho vindo a ser testigo de relacionamentos que surgem também apenas pela necessidade brutal de não ficar sozinhos. Dois indivíduos que por medo da solidão juntam-se para criar um caos. Isto não faz sentido na minha cabeça. Há alguns relacionamentos que começam assim, correm com sorte e evoluem, outros, simplesmente fracassam. Penso que não vale a pena arriscar tanto… Se querem arriscar, arrisquem no vosso próprio descobrimento de emoções. Só assim, encontraram o sentido de amar alguém…  
Aconselho vivamente “amar” alguém
depois de viver toda classe de momentos…
bons e menos bons.
Lembrem-se que nem sempre estamos no topo,
muitas vezes nos momentos “menos bons” é que damos conta do que sentimos
“Dancem a dois mas antes encontrem o sentido da dança”
O fundamental é invisível aos olhos - Antoine de Saint-Exupéry

4 comentários:

  1. Bom texto. Acredite, você não é a única a se questionar e pensar dessa forma. Eu também me questiono frequentemente sobre esse assunto, e sobre outros como ciúmes, traição... Adoro observar as coisas, as pessoas, situações e fazer questionamentos internos. E me observar também. Por que não?
    Bom texto.

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  2. Olá anónimo,
    Obrigado pelo teu comentário.. Costumo olhar para as relações dos outros e aprender também delas... porque não? Há erros que penso são escusados de se cometerem!;)) Volta sempre.. beijinhos**

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  3. ótimas reflexões !
    Ocorre que as pessoas se unem por afinidades, conscientes ou não .... E quando são incosncientes nem eles nem nós conseguimos entender o porquê .... essas afinidades, muitas vezes, (na maioria) são doentias, vindas de traumas e problemas que se acumulam desde a mais tenra idade .... Nós manifestamos nas relações afetivas aquilo que mais somos, essa é uma verdade ... Ou, dizendo melhor, aqueles aspectos oonde mais precisamos trabalhar nosso eu ....
    Está lindo o teu blog ... sempre o acompanho, mesmo que nem sempre deixe comentários !

    bom 2010 ... Boa vida para todos nós !
    Bj

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  4. Olá Roséli ;) Comparto o teu ponto de vista! Obrigada.. Volta sempre :) Um bom ano para ti também..
    bjnho**

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