quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É giro, não é?

Se tivesse que descrever os últimos dias numa palavra eu diria "Sobrevivência".
Por incrível que pareça tem sido um autentico desafio à minha sobrevivência estas últimas semanas. Isto de estar a pedir autorização nas escolas do ensino português para passar inquéritos e questionários tem muito que se lhe diga. 
Primeiro, para quem não está informado e falsamente iludido, esta não é a tarefa mais fácil que alguma vez pensei que poderia ser.
Segundo, concordo plenamente com os parâmetros que existem actualmente para garantir a qualidade dos questionários que se passam por diversos motivos nas escolas; pois muitos desses questionários não possuem uma validação à população portuguesa e até carecem de propriedades psicométricas adequadas para serem utilizados. Mas e que me dizem dos instrumentos que já passaram por mil processos para ficarem validados e com boas qualidades psicométricas? O Ministério de Educação (e ainda bem), pensou na sensibilidade desta questão apresentado algum rigor para o trabalho que deve ser dado à recolha de qualquer tipo de informação nas escolas, mas esqueceu-se de uma coisa muito importante. Esqueceu-se de que há instrumentos que já passaram por muitos processos de qualidade e que este tipo de requalificação só dificulta a vida de quem tem prazos para cumprir numa Tese de Mestrado... 
Terceiro, quem está deste lado a fazer um estudo com princípios eticamente correctos sabe perfeitamente que não é nada justo ser "mal-tratado" pelas próprias instituições de ensino, simplesmente, por desconhecer quais os procedimentos burocráticos que devem ser seguidos. 
Nesta semana tive uma dose de insensibilidade por parte de um director mal-educado, que depois de tanto dizer que não estava disponível, finalmente decidiu atender-me para descarregar comigo toda a sua irritação e mau génio. Sim, amigos por incrível que pareça não fui atendida como eu esperava e apenas me viu encarregou-se de posar sobre a secretaria montes de papéis, fazendo questão para eu ver quais as leis que existem e que "devem" ser cumpridas neste pais. Ahh.. e além disso, bastou um comentário para desqualificar-me como pessoa, sublinhando que "eu", estudante de psicologia, devia saber "estar" melhor informada. Fiquei verdadeiramente de boca aberta :O
Agora, só me restam falsas esperanças coladas no tecto do meu quarto para conseguir a autorização pelo Ministério de Educação (com algum tempo de manobra) para poder aplicar questionários nas escolas. É giro, não é?

4 comentários:

  1. Quando realmente devem aplicar regras e leis mesmo à risca não as aplicam. E depois ainda aparecem com esta coisa fantástica...normas e prazos completamente ridículos quando o que uma pessoa quer fazer é contribuir para o desenvolvimento de uma determinada área.

    É mesmo isto...ridículo. Enfim..
    Mas tu tem calma, isto resolve-se de alguma ou outra forma, há sempre soluções. Beoijinhos e até amanhã*

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  2. Acredita Zlati.. mas pronto, eu costumo dizer que quando se fecha uma porta, outras três são abertas!! Só espero conseguir ter a amostra para alcançar os objectivos do estudo :) e pelos vistos há de facto soluções para tudo. beijinhosss**

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  3. LOL

    agora imagina que querias trabalhar com crianças com menos de dois anos (como aqui a je) e imaginas o que passei...
    enfim, digo-te que acabou por se fazer tudo, só é preciso presistência e muuuuita paciência.

    boa sorte.

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  4. Olá Maria! Pois, acredito que tenha sido um trabalho difícil, desculpa só responder agora.. estive com muito trabalho até agora. Uma curiosidade conheço-te de algum lado? Em que área é que trabalhas? Espero esteja tudo bem.. Obrigada e boa sorte para ti também! beijos

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