domingo, 4 de outubro de 2009

A história da Joana...

Hoje quero contar-vos a história de:
Joana, uma criança de apenas 11 anos de idade que gostava de ver as revistas  que a mãe comprava, lia cuidadosamente todas as dicas sobre saúde e beleza. Há alguns meses atrás a J. começou a sentir-se infeliz com seu aspecto, comparando-se constantemente com as lindas modelos das revistas. Numa linda manhã a J. passou a anunciar publicamente aos pais que estava demasiado gorda e que ia começar a fazer dieta. Os pais não levaram esta proclamação muito a sério, pensando erradamente que a Joana seria incapaz de manter uma dieta. Aos poucos dias os pais começaram a ficar aborrecidos pela forma como a filha escolhia todos os alimentos e participava na sua preparação. De facto, a Joana ficava zangada e perturbada sempre que a mãe cozinhava enquanto ela não estava; esta situação levou aos pais ficarem cada vez mais preocupados, parecendo mais fácil deixá-la fazer o que queria do que apreciar os gritos e discussões que começaram a ter lugar todos os dias à noite. Actualmente, J. ajuda a servir as refeições, mas come muito pouco; faz comentários negativos sobre si própria; procura pesar-se duas ou três vezes por dia e qualquer encorajamento por parte dos pais para comer mais comida acaba em birras e lágrimas acompanhadas por gritos: Sou demasiado gorda, sou um nojo!
Este exemplo mostra como as crianças podem sofrer desde muito cedo problemas alimentares graves, que se manifestam essencialmente pela preocupação extrema com o peso e a imagem corporal, uma visão distorcida do seu corpo e uma opinião muito negativa de si próprias, para além de se alimentarem de forma inadequada. É de notar que as crianças com esta problemática são cada vez em maior proporção, são crianças com uma tendência perfeccionista e com uma inclinação para alcançar objectivos muito exigentes, trabalhando duramente para os alcançar. Contudo, este tipo de comportamentos alimentares não têm muita lógica, são as crianças que pensam que são gordas quando são magras e sentem que são fracassos quando, frequentemente, têm êxitos. 
(A boa noticia é que Joana está actualmente a receber ajuda para tratar este problema alimentar... A recuperação é gradual, um processo dolorosamente lento para quem a vê cada vez mais magra e com uma visão distorcida da realidade...)   

4 comentários:

  1. Sem dúvida! Com toda a informação que nos rodeia hoje em dia, acho que continua a existir pouca informação sobre estes assuntos. Deviam fazer-se mais campanhas de sensibilização e de prevenção nas escolas pra alertar os pais acerca destes problemas....Sem nunca esquecer também a questão da obesidade infantil que é igualmente grave. Muitos pais preocupam-se quando a criança deixa de comer mas nem lhes passa pela cabeça que se come de forma descontrolada pode sofrer exactamente dos mesmos problemas.

    beijinhos***

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  2. Concordo plenamente contigo, a verdade é que muitos pais não têm uma visão alargada acerca da alimentação dos filhos e as campanhas de sensibilização das quais falas são hoje dia muito importantes para combater essa falta de informação... A obesidade infantil é o outro extremo deste caso e não por isso deixa de ser tão grave quanto o caso da Joana. A obesidade infantil precisa de ser tratada como tal, um verdadeiro problema alimentar. beijinhos** bom feriado! ;)

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  3. realmente...nós as duas deviamos trabalhar juntas quando acabarmos o curso! Era mesmo giro...já viste..tu com crianças e eu com adolescentes;) Bom feriado!***

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  4. Pois é Zlati ;) até era giro! Adoro a ideia.. beijinhos** Até amanhã!

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