sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A história do João...

Hoje quero contar-vos a história de:

João, uma criança de 8 anos de idade que só come sanduíches de manteiga, batatas fritas, batatas onduladas, bananas e feijão guisado. Normalmente, João bebe água e batidos de leite de chocolate.  Há vários anos que se limita aos mesmos alimentos e chega a ser uma criança considerada "esquisita" em relação às marcas diferentes que existem do mesmo produto. A mãe sabe o que deve comprar, sendo que a irmã e irmão mais velhos estão tão habituados a suas manias que já não notam a diferença. A avó e a tia do João têm, frequentemente, manifestado a sua preocupação em reuniões familiares e, embora os pais concordam que a alimentação do João não está correcta, não sabem o que fazer! Sempre que tentam algo de novo, o João fica muito perturbado e diz querer vomitar. Depois de experimentar todas as formas imagináveis para que o João coma uma maior variedade de alimentos, os pais não têm tido qualquer êxito. Apesar disto tudo, João parece crescer normalmente, não tem perda de peso. É uma criança que tem boas notas na escola e muitos amigos, mas o seu problema alimentar actualmente começa afectar o seu desenvolvimento social. Os pais do João decidiram buscar ajuda depois de um fim-de-semana, em que o João ficou a chorar depois de ter recusado o convite de um colega para ir lanchar a sua casa, considerando a possibilidade de não ter os seus alimentos de costume naquele lanche!
"Eu conheço uma criança assim!" - estão a pensar? Ora bem, hoje em dia sabe-se que as crianças nas fases do seu desenvolvimento apresentam variações nos seus comportamentos alimentares. Em poucas palavras, temos que aprender a considerar as manias e as fases de alimentação restritiva nos anos pré-escolares e o “comer em excesso” durante a fase de crescimento súbito da adolescência. Mas o que me parece imprescindível é que aprendamos a distinguir entre as variações normais no comportamento alimentar e as alterações mais sérias. É evidente que existe uma zona indistinta entre ambas e, por isso, resulta cada vez mais importante perceber que muitas vezes existe um padrão alimentar invulgar persistente nas crianças que quando acompanhado por secretismo, irritabilidade, infelicidade ou comportamentos ilógicos, pode constituir-se um problema alvo de atenção considerável! É assombroso como uma crianças com apenas sanduíche de manteiga, batatas fritas e feijão guisado consegue desenvolver-se aparentemente de forma normal e sem grandes problemas. A verdade é que muitas crianças como o João comem um número tão limitado de alimentos que podem apresentar, para além de uma deficiência em ferro, cálcio e vitaminas, problemas com os dentes, característico das crianças que consomem muitos açúcares! (Acreditem que apesar de tudo, o que menos me preocupa são os dentes mas sim a evolução do peso e saúde mental...) Pessoalmente, o que me parece evidente, independentemente do caso, é que a persistência de uma alimentação selectiva (muitas vezes restritiva) pode ter efeitos a longo prazo sobre o peso e percepção da forma corporal. A importância da prevenção e da alteração de comportamentos alimentares susceptíveis de se agravarem com o tempo, quer para um dos extremos (Anorexia Nervosa), quer para o outro (Obesidade) reside precisamente no facto chamado "evolução".  

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Esta es Venezuela!

Parte I: Una aventura completamente fascinante!


Parte II: Una experiência única e extraordinária!

Adoro mi pais! Adoro Venezuela...

Saudades...


Hoje estou com saudades! Sim, hoje passei pelos corredores das salas em que costumava ter aulas. Foi uma espécie de “momentum” que desencadeou memórias do passado. Uma espécie de flash recorreu a minha mente levando-me às “primeiras aulas” do curso de psicologia! Fiquei a vaguear nos meus pensamentos, lembrando-me subitamente o que era ter que assiduamente, à porta de uma sala, esperar pelo(a) professor(a) que tanto gostava/detestava de ouvir durante duas horas. São saudades de ouvir e escrever religiosamente tudo o que era explicado nas aulas para, posteriormente, limitar-me apenas a completar e estudar esses apontamentos. São saudades dos trabalhinhos em grupo, em que por fortuna sempre estava com a minha grande amiga Zlati. Hoje estive assim… com saudades! E acho que só há uma explicação para este despertar inoportuno de nostalgia. Provavelmente falta desmesurada de tudo aquilo que pensei iria fazer neste ano e que até agora são apenas palavras, sem factos concretos. Um grande ano! Um ano para aprender e pôr em prática o que durante quatro anos estivemos a tentar perceber teoricamente como é que se fazia.
Hoje estou assim, estou algo desiludida!

domingo, 1 de novembro de 2009

Hipocrisia



Um momento a sós com os meus pensamentos. Mistura furtiva de inúmeras sensações congeladas no tempo e que hoje voltam a aparecer. Tal vez falta de consciência ou provavelmente consciência a mais. Não sei. Apenas uma realidade que me rodeia desde que tenho uso de razão! Vou ser frontal, detesto a hipocrisia.. Não cabe dúvidas do quão hipócrita uma pessoa pode chegar a ser em determinado momento, dia ou circunstância.. detesto amizades falsas e famílias que vivem de aparências, com um convívio condicionado ao que dirão. Detesto a venda que cai dos olhos e que nos faz sentir uma enorme desilusão. Por vezes, damos conta de nós a fazer o papel de estúpidos em circunstâncias embaraçosas. Detesto pessoas que não são capazes de falar olhos nos olhos, mas antes disso preferem dedicar-se a falar em "cusquices" sobre a vida dos outros. O problema não é que falem, mas é que por norma falam e inventam o que não é!

Porquê será que geralmente são as mulheres as que fazem isto?
É incrível, mesmo os homens, por trás deles estão as mulheres
que são exactamente iguais. Destesto tanto...