sábado, 24 de julho de 2010

Falta de algo!!



Como explicar aquilo que não tem palavras para se poder expressar na perfeição? Como explicar que há dias em que temos um nó na garganta que não nos deixa falar? Como explicar que há coisas que se agudizam porque vivemos num constante acumular de dias com acções opostas aos nossos desejos? Como explicar que quando não conseguimos é porque já não existe qualquer máscara capaz de nos ajudar a dissimular o que sentimos? Não consigo aguentar, sempre fui o tipo de pessoas que sabe dar a volta a qualquer situação. Procuro descobrir a melhor alternativa e considero-me parcialmente positiva. Mas por vezes chego ao meu limite e quando dou conta existe uma bomba atómica capaz de explodir a qualquer momento... É assim como me sinto hoje, com uma mistura de coisas na minha cabeça que precisam de ser organizadas de alguma maneira, com falta de coisas importantes que com o passar do tempo têm ficado atrás. Sinto falta dos meus amigos de sempre (que já nem escrevem para dizer Olá!), das noites de sono reparador, das coisas que me complementam, dos sorrisos, de tudo o que estou habituada a viver e que já não vivo há imenso tempo... Sinto falta de tudo, provavelmente à minha vida não se reduz a uma única pessoa ou um único aspecto. Mas por arte de magia sinto que tudo tem desaparecido ou então parece mais carente... Não há tempo para nada, nem para dizer o que se pensa, o que se sente ou o que se deseja, tudo é monotonia e as coisas importantes parecem ser esquecidas... 
Não sei.. mas hoje finalmente reconheci que sinto-me assim...
entrando numa escalada dentro deste vazio! 

Imagem by dhyali
Deviantart 

4 comentários:

  1. há dias que sentimos que nos falta tudo, felizmente esses dias passam... bjs

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  2. Era uma vez, o amor...
    morava numa casa repleta de estrela e enfeitada de sol.
    Luz não havia na casa do amor, afinal, a luz era o próprio amor.
    E uma vez o amor queria uma casa mais linda para si.
    Então fez a terra, e na terra fez a carne, e na carne soprou a vida e na vida imprimiu a imagem de sua semelhança.
    E chamou a vida de homem.
    E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa, pequenina,
    mas palpitante, inquieta e insatisfeita como o próprio amor.
    E o amor foi morar no coração do homem.
    E coube todinha lá dentro porque o coração do homem foi feito do infinito.
    Uma vez.... o homem ficou com inveja do amor.
    Queria para si a casa do amor, só para si.
    Queria a felicidade do amor, como se o amor pudesse viver só.
    Então o amor foi-se embora do coração do homem.
    O homem começou a encher seu coração, encheu-o com todas as riquezas da Terra e ainda ficou vazio. (Ele sempre tinha fome).
    E continuava com o coração vazio.
    E uma vez...
    resolveu repartir seu coração com as criaturas da Terra.
    O amor soube...
    vestiu-se de carne e veio também receber o coração do homem.
    Mas o homem reconheceu o amor e o pregou numa cruz.
    E continuou a derramar suor para ganhar a comida.
    O amor teve uma idéia: Vestiu-se de comida,
    se disfarçou de pão e ficou quietinho...
    Quando o homem ingeriu a comida o amor voltou à sua casa,
    no coração do homem.
    E o coração do homem se encheu de plenitude.


    (Autor desconhecido)

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  3. Olá :) Obrigada pela mensagem.. tem todo o sentido! bjs**

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