domingo, 20 de novembro de 2011

Amor, atracção ou ambos?!?





É interessante... há uns dias perguntaram-me como se pode distinguir "amor" de "atracção"? Como é que eu podia ter a certeza que eu sentia "amor" e não "atracção"? Devo confessar que fiquei um bocado confusa com esta questão e muito mais ainda vinda da pessoa de quem veio... mas pronto... a questão é que na minha perspectiva ambas coisas não acontecem isoladamente e acredito que é possível sentir amor e atracção ao mesmo tempo. Passado já algum tempo desde que me colocaram esta pergunta e por não ter ficado indiferente, encontrei finalmente a minha própria explicação. É humano sentir uma certa confusão conceptual no diz respeito ao amor e atracção, até porque há pessoas que podem falar em amor para referir-se também ao desejo sexual, ao impulso que se sente pela outra pessoa. No entanto, para mim o amor não é uma mera intensificação da atracção, pois existe uma diferença qualitativa entre ambos conceitos a pesar de estarem relacionados, acho que grande parte das pessoas confunde estes dois conceitos baseando-se na ideia de um "amor romântico", caracterizado por uma paixão irresistível, com sentimentos intensos, intimidade, forte atracção física e actividade sexual. Para mim, a experiência amorosa requer dois componentes básicos: uma forte actividade emocional e um etiquetar da mesma como amor ou namoramento. É nesta última componente, que eu chamo de interpretação, que a atracção e o amor se podem (con)fundir. Ou seja, quando codificamos as emoções vividas como amor, em vez de atracção, desejo ou instinto. 

Acredito que manter uma relação é uma eleição pessoal, 
para a qual o bem-estar pessoal, a segurança e a auto-estima 
terão que ser premissas básicas para manter-la, 
e lutar por esses princípios é uma máxima na nossa vida.

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