sábado, 10 de dezembro de 2011

A propósito das relações...




Estou convencida que o amor é a primeira manifestação de instinto que todos nós (seres humanos) temos de sobrevivência, que conduz-nos à fusão com outros. Isto, desde o ponto de vista biológico, não deixa de ser interessante, porque surge devido à impossibilidade de podermos sozinhos regenerar células, suportar às agressões do ambiente e até de abordar à extinção das reservas energéticas do nosso organismo. Nesta perspectiva, fazer amigos, namorar e procurar a fusão com outro organismo é algo completamente natural e alguns defendem que até é necessário. Mente e corpo, amor e prazer, duas caras da mesma moeda. Se estabelecermos um vínculo com alguém, de forma saudável e criativa, ambos seremos capazes de ajudar-nos mutuamente e de ser mais felizes. Não é por acaso que as relações sociais são uma das variáveis que mais estão correlacionadas com um alto nível de felicidade. A atracção química e física inicial entre duas pessoas responde a um instinto, mas o que vai acontecer depois é moldado pela educação recebida e a cultura em que estas pessoas estão inseridas. Há biologia, instinto e reprodução da espécie, e isso não podemos negar-lo, mas também há respeito, compromisso e amor verdadeiro. Uma coisa não tira a outra, não podemos lutar contra a nossa biologia, mas podemos controla-la, moldar-la e porque não? pôr-la ao serviço dos nossos objectivos e valores morais. 

Reconhecer que há um instinto não implica 
que não possamos utilizar a razão e a gestão emocional 
para alcançar uma relação afectiva 
que nos ajude a ser felizes e viver 
em harmonia com o nosso entorno.

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